Após lista de Janot, Governo fica paralisado e STF tem boi para digerir

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2017 11h22

Nesta terça (6)

Céu nublado sobre o Congresso Nacional

A pergunta-chave sobre a lista de Janot é como aparece o nome do presidente Michel Temer, citado em delações de executivos da Odebrecht. Ninguém quer abrir essa informação, diz Vera Magalhães, uma vez que ela diz respeito ao mérito.

Estão nos pedidos de abertura de inquérito e outros procedimentos do procurador-geral cinco ministros, quatro ex-miistros, os presidentes da Câmara e do Senado, os presidentes do PMDB, Romero Jucá, e do PSDB, Aécio Neves e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cujo pedido foi enviado ao STJ.

Dos ministros de Temer, Kassab e Padilha, pelo menos, são citados em mais de um suposto fato criminoso. A tendência é de que haja uma paralisia no governo nas próximas semanas. Mesmo estando no posto, esses auxiliares diretos do presidente estarão com a “perna quebrada”. “Vão ter que passar semanas se explicando. A pauta muda de foco e os políticos passam a ficar voltados em sua própria sobrevivência”.

O tema certamente deve se sobrepor à pauta de interesse da economia. 

Capacidade do STF

Vera Magalhães também informa que o Supremo Tribunal Federal estuda sua capacidade de comportar tantos pedidos. É como se fosse uma sucuri que engoliu um boi e precisa digerir por algum tempo, compara.

Os depoimentos não têm transcrição em papel. O Supremo pensa em disponibilizar apenas os áudios dos depoimentos, que estão em vídeo, mas não sabe se os HDs externos que os jornalistas compartilharam vão comportar o volume de dados. Não se sabe também se esse trabalho não paralisaria os outros trabalhos do STF.

Os ministros estão perplexos com a quantidade de novos trabalhos e já preveem mais assessores e sessões extras da Segunda Turma, que julga os casos da Lava Jato.

Além disso, há casos que não têm correspondência direta com a Lava Jato e implicarão em novas investigações, procedimentos e diligências em outras instâncias da Justiça.

Assista ao comentário completo de Vera Magalhães: