Avião cheio de dinheiro pode complicar vida de petistas

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2014 13h17

Reinaldo, agora apareceu um avião cheio de dinheiro vivo para complicar a vida dos petistas?

Na noite desta terça-feira, a Polícia Federal flagrou no aeroporto de Brasília um avião que transportava 116 mil reais em dinheiro vivo. O turboélice tinha saído de Belo Horizonte. Até agora não se sabe a origem da grana, mas se sabe quem estava dentro: Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília com negócios milionários no governo federal, Marcier Trombiere Moreira, funcionário de carreira do Banco do Brasil, deslocado depois para a assessoria especial do ministro das Cidades, Gilberto Occhi, e dali guindado para a campanha eleitoral de Fernando Pimentel, governador eleito de Minas Gerais, e havia também uma terceira pessoa.

Até ai, bem! Ocorre que o tal Bené  atuou na campanha eleitoral do governador eleito de Minas, o já citado Fernando Pimentel. Ainda é pouco para resumir a sua biografia. Em 2010, descobriu-se que esse Bené financiava um grupo clandestino que estava encarregado de fabricar um dossiê contra o tucano José Serra, então candidato à presidência. Esse grupo clandestino atuava dentro do comitê de campanha de Dilma, que era chefiado então por Pimentel.  A biografia de Bené ainda pode ser engordada: empresário obscuro do setor gráfico, virou um na era petista. Nos dois mandatos de Lula suas empresas faturam em contratos com o governo, a maioria sem licitação, R$ 214 milhões. No governo Dilma não ficou na chuva, já biscoitou R$ 109,6 milhões.

Ah sim! Em 2010 o tal Bené pagava aluguel de uma casa que servia campanha do PT, e também oda moradia da então candidata Dilma Rousseff. Rui Falcão, presidente do PT foi indagado sobre o estranho episódio e se saiu com uma resposta do balacobaco:” Prenderam 110 e poucos mil reais em um evento ligado a campanha do deputado eleito Bruno Covas. Isso não me leva a fazer qualquer vínculo sobre essa apreensão de dinheiro com o deputado Bruno Covas. Então se prenderam esse dinheiro, é preciso saber que não é crime transportar dinheiro, desde que se explique a origem. Não venham colocar isso na conta do PT.”

Como? Que estranho modo de raciocinar, não é mesmo? Então porque Rui Falcão não atacou Bruno Covas no caso da apreensão de um dinheiro com alguém ligado á sua campanha, nada se pode cobrar do PT a respeito desse estranho episódio envolvendo um empresário umbilicalmente ligado ao partido e com negócios milionários com o governo? Se eu levar ao pé da letra o que ele diz, então concluo que um petista só pode ser chamado a responsabilidade se  antes ele tiver acusado algum tucano. Tenham paciência!,  não é o raciocínio de um falcão, mas de uma toupeira lógica!

Jornalistas fizeram o seu trabalho e perguntaram a Dilma se Pimentel poderia ser afastado da coordenação de sua campanha. Com a simpatia costumeira que essa gente tem com a imprensa, a presidente respondeu de forma ríspida: “É tudo o que vocês queriam não é, porque eu afastaria o  Pimentel? Você já o condenou?”. E a governanta ainda foi adiante: “Eu confio sim no Pimentel, acho que ele é uma pessoa interessantíssima para que se pergunte se eu quero afastar ele da minha campanha. Por quê? Porque ele foi o governador que derrotou o candidato do Aécio Neves?”

Não, candidata Dilma! A pergunta só lhe foi feita por que se considerou pouco convencional que um dos assessores da campanha de Pimentel desembarque em Brasília, vindo de Belo Horizonte, com R$ 116 mil em dinheiro vivo. Ainda mais quando o rapaz em questão já faturou R$ 109,6 milhões em contratos no seu governo. Mesmo que Pimentel tivesse sido derrotado pelo tucano Pimenta da Veiga, a questão existiria, presidente-candidata.