Batalha contra pacote imoral tomará 2016 e Lava Jato precisa continuar

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2016 08h15
Paulo Maluf (PP-SP)

Tensão entre os Poderes – Força-tarefa ameaça abandonar a Lava Jato caso pacote anticorrupção distorcido pela Câmara seja aprovado.

Após a advertência dos procuradores, o Senado rejeitou requerimento de urgência para votar o projeto, como desejava Renan Calheiros.

Marco Antonio Villa comenta: Renan tentou uma manobra nesta quarta (30) à noite e perdeu por 44 a 14, com requerimento que queria aprovar urgência do pacote imoral, da corrupção, aprovada pela Câmara.

A fala dos senadores foi justamente essa: temos que saber que há uma sociedade civil lá fora. Não estamos em uma ilha da fantasia. Foi o receio dos senadores da reação da sociedade.

Só pode estar satisfeito com aquele pacote quem é corrupto ou papagaio de corrupto. Quem defende os interesses nacionais, a moralidade, a ética, o respeito à coisa pública, ficou enojado com as coisas que a Câmara dos Deputados fez.

A resposta vai ser dada onde? Nas ruas, com ordem e tranquilidade, mas com nojo de representantes indignos do Congresso Nacional, que vão receber a resposta em 2018.

Antes disso, porém, nós temos que nos manifestar. O Senado só deve votar as medidas no ano que vem. Essa batalha precisa tomar as ruas. Temos que mostrar a brasilidade contra deputados salafrários.

Uma das emendas aprovadas era de Paulo Maluf. Nelson Jobim tentou fazer nos anos 2000. Em 2007 Maluf tinha um projeto de lei da mordaça, para calar a boca do Ministério Público.

A mesma ideia foi apresentada por Weverton Rocha (PDT-MA), deputado de oitavo nível que ninguém sabe direito quem é.

Aproveitaram que o Brasil estava comovido com a tragédia da Chapecoense para, na calada da noite, dar uma facada nas costas do povo brasileiro. Eles são indignos, traidores da Pátria.

Agora, acho equivocado também a força-tarefa dizer que abandonaria a Lava Jato. Foi uma manifestação emocional, com razão, uma vez que mais de 2 milhões de brasileiros assinaram essa emenda.

Mas a Lava Jato tem que continuar e colocar os corruptos na cadeia.