Brasil de 2016 não aceita anistiar caixa dois

  • Por Jovem Pan
  • 25/11/2016 15h13
Brasília - Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fala com a imprensa sobre a votação do parecer do Conselho de Ética recomendando a cassação do mandato de Eduardo Cunha (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr presidente da Câmara

A Câmara dos Deputados rasgou a fantasia e, no desespero diante da iminência da assinatura dos acordos de delação premiada da Odebrecht, decidiu discutir às claras a anistia não só para o caixa dois, mas para praticamente qualquer crime cometido no âmbito da Lava Jato.

Uma emenda que seria colocada no pocote das medidas anticorrupção diz: Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei”

O pano de fundo, óbvio, é a delação da Odebrecht, que deve atingir parlamentares, políticos e governadores de todos os partidos. Por isso contou com o beneplácito do presidente da Câmara Rodrigo Maia, da maioria de líderes partidários de partidos grandes, como PMDB, PSDB, PT. Todo mundo estava na articulação para aprovar a anistia ampla, geral e irrestrita.

A emenda só não foi votada porque houve uma reação maciça da sociedade por meio das redes sociais e de figuras proeminentes do judiciário e do Ministério Público.

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*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.