Campanha de Trump murcha e seu eleitorado fica cada vez mais restrito

  • Por Jovem Pan - Nova Iorque
  • 15/10/2016 10h19
PBI12 MIAMI (ESTADOS UNIDOS), 13/10/2016.- El candidato republicano a la presidencia de Estados Unidos, Donald Trump, pronuncia su discurso durante un mitin en el Centro de Exposiciones Florida del Sur Fair en West Palm Beach, Estados Unidos, hoy 13 de octubre de 2016. En Florida, un estado clave para las presidenciales del próximo 8 de noviembre, se amplió hoy el plazo de inscripción de votantes hasta el próximo 18 de octubre, como lo pidió el Partido Demócrata tras el paso la semana pasada del huracán Matthew. EFE/Cristobal HerreraCandidato republicano Donald Trump durante discurso em Miami

Donald Trump insulta e denigre as minorias, mas ele é um homem da minoria. Sim, o candidato republicano está ficando para trás, cada vez mais distante da ambição de ter a maioria dos votos em 8 de novembro. Trump sequer se mostra em condições de atingir 40% de preferência dos eleitores.

Existe uma aritimética básica na eleição americana: cada vez mais mulheres nutrem repulsa por este homem assediado por acusações de violência sexual. E as mulheres são a maioria eleitoral. Uma impressionante pesquisa esta semana mostrou que a vantagem de Hillary Clinton sobre Trump supera os 30 pontos no eleitorado feminino.

Outro número deve ser destacado para comprovar a decadência eleitoral de Trump, evidenciando outro racha. Uma linha educacional divide os eleitores americanos. Brancos sem diploma universitário cerram fileiras em torno de Trump e quem completou quatro anos de faculdade está com Hillary Clinton. O candidato republicano fica para trás em estados de maior nível educacional e mostra mais força naqueles com menor número de latinos e negros, mas também de gente com menor nível educacional.

Este cenário reverte uma situação eleitoral em vigor há mais de 50 anos. Os republicanos podiam contar com o eleitorado branco de melhor nível educacional. Não mais. Pelas pesquisas, a vantagem de Hillary neste setor é de 15 pontos, enquanto Trump lidera entre brancos sem diploma universitário por 23 pontos.

A explicação está no conjunto da obra Trump. Ele ecoa os setores da classe trabalhadora que ficaram para trás com a sofisticação tecnológica e a globalização. Trump também afugentou gente mais educada com seu discurso racista, machista e de mero desprezo a fatos essenciais.

A campanha dele investe cada vez mais nas teorias conspiratórias mais alopradas, a mais recente gira em torno de um complô global para eleger Hillary. Não vamos esquecer que Trump foi o garoto-propaganda por anos da infame teoria conspiratória que o presidente Obama não nascera nos EUA.

Nestas últimas semanas de campanha, Trump desceu ainda mais no esgoto dos insultos e das maluquices conspiratórias. Espera mobilizar sua base de eleitores brancos com menor nível educacional e desmotivar gente que se inclina a votar em Hillary Clinton a ficar em casa.

Em 8 de novembro, o país mais educado deverá dar uma lição a Donald Trump.