Campanha de Trump tem enredo de seriado de espionagem

  • Por Caio Blinder/Jovem Pan
  • 11/03/2017 11h09
TR05 WASHINGTON (ESTADOS UNIDOS) 27/02/2017.- El presidente estadounidense, Donald Trump (c), asiste a la reunión de la Asociación Nacional de Gobernadores en la Casa Blanca, Washington, Estados Unidos, hoy, 27 de febrero de 2017. Trump ha anticipado hoy la solicitud de un incremento "histórico" en el gasto en Defensa que el Gobierno ha cifrado en unos 54.000 millones de dólares, y que su presupuesto para el año fiscal 2018, que entregará al Congreso en marzo, estará centrado en la "seguridad" de EE.UU y una "gran reducción" en el gasto en ayuda a terceros países. EFE/Aude Guerrucci **POOL**Donald Trump EFE

Querem um grande seriado sobre espionagem? The Americans está de volta na sua quinta temporada. Querem um grande seriado sobre o mundo das finanças? Está aí o mais recente Billions. E que tal misturar os dois? Não é preciso fazer isso em Hollywood, basta ficar em Washington e acompanhar as investigações sobre as possíveis conexões da campanha eleitoral de Donald Trump com os russos.

David Ignatius, colunista do Washington Post, especialista em questões de segurança nacional e autor de romances de espionagem, fez as conexões. Pegue o presidente bilionário. Tem tanto dinheiro e cabelo como Damian Lewis, que faz o papel do financista Bobby Axelrod em Billions. E tem também a atitude de terra arrasada contra os adversários do personagem no seriado.

Como na sua vida empresarial, o presidente Trump vai com tudo contra os que questionam sua versão dos fatos. Até acusa o predecessor Barack Obama de grampear a Trump Tower. E acusou as agências de inteligência americanas de táticas nazistas ao alegar que vazam informações sobre ele.

Enquanto isso, prossegue o mistério das conexões de Trump com os russos, algo negado de forma categórica pelo presidente. A atitude de desafio o coloca em curso de colisão com o Congresso e o FBI. Por que ele teme revelações? Um dia, quem sabe, saberemos.

E os russos na trama? São mestres no jogo de espionagem, como fica patente com o casal Philip e Elizabeth Jennings, treinados desde adolescentes no ofício. Craques no ramo, estão disfarçados de típico casal americano nos anos 80 no irresistível seriado The Americans. O que Elizabeth e Philip Jennings fazem na ficção para manipular os americanos nos deixa chocados, mas também nos seduz.

No entanto, não podemos fazer dos russos algo além da imaginação, especialmente na vida real. The Americans está na penúltima temporada. Sabemos o final da história, embora não a estória do casal Jennings. Os russos perderam a Guerra Fria. Seria demais esperar que possam derrotar os Estados Unidos nesta mistura de realidade e reality show que é a era Trump, apesar do presidente bilionário.

Será que não podem derrotar? Melhor ficar em dúvida nesta era da fronteira nebulosa entre ficção e realidade, em que a arte imita a vida e vice-versa.