Cinco erros desmistificados pela lista de Fachin

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2017 10h28
Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para substituir o ministro Joaquim Barbosa no STF, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/Agência Brasil Luiz Edson Fachin

Se é que o Brasil ainda consegue se espantar com alguma coisa, essa terça-feira foi o dia de se assombrar com a chamada lista do Fachin. A divulgação dos nomes que serão investigados agora pelo Supremo Tribunal Federal acabou com alguns equívocos que rondavam a Operação Lava Jato:

1º) A Lava Jato surgiu para perseguir o PT e desmoralizar o partido. Conversa fiada. Todos os partidos estão representados na lista do Fachin. É claro que o PT tem uma representação mais expressiva porque roubou mais do que todos.

2º) Lula era o alvo principal dos procuradores e juízos federais. E por razões políticas, já que não se havia apresentada nenhuma prova contra ele. Mentira. Só hoje soube-se que o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, depositou no colo de Lula pelo menos R$ 13 milhões de provas com pixulecos.

3º) São os velhos meliantes agindo como sempre fizeram. Não. Além de Jucá e Renan Calheiros, aparece a “jovem guarda”. Não tão jovem, mas digamos que pode ser chamada assim. Os destaques são Eduardo Paes e Rodrigo Maia.

4º) A morte do ministro Teori Zavascki iria embaralhar tudo e a Lava Jato não prosseguiria o seu caminho muito bem trilhado até agora. Bobagem. Fachin rapidamente enquadrou quatro presidentes da República, presidente da Câmara, presidente do Senado, ministros de Estado, governadores importantes ou menos relevantes. Não escapou ninguém que tinha culpa no cartório.

5º) Enfim, a delação do fim do mundo não acabou com o mundo nem com o Brasil. Vai ajudar a acabar com a roubalheira, a vigarice e com a ganância. Dessa delação do fim do mundo vai nascer um Brasil bem menos cafajeste.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.