Com fissuras do chavismo evidentes, oposição radicaliza

  • Por Jovem Pan
  • 03/04/2017 12h17
CAR01. CARACAS (VENEZUELA), 30/03/2017.- El presidente de la Asamblea Nacional de Venezuela (AN), el opositor Julio Borges (c), rompe en pedazos la sentencia del Supremo, que calificó de "basura" durante una rueda de prensa, desde el Palacio Legislativo hoy, jueves 30 de marzo de 2017, en Caracas (Venezuela). La Asamblea Nacional de Venezuela (AN, Parlamento), controlada por la oposición, acusó hoy al presidente Nicolás Maduro de haber dado un "golpe de Estado", luego de que el Tribunal Supremo decidiera asumir las competencias del Legislativo por mantenerse en "desacato" desde el año pasado. EFE/CRISTIAN HERNÁNDEZJulio Borges rasga decisão do Supremo da Venezuela que havia tirado os poderes do legislativo do país

Na tumultuada dinâmica política da Venezuela, setores mais moderados da oposição radicalizam e são cada vez mais visíveis fissuras dentro do chavismo. Complicado é entender para onde vai o país nesta mistura de confusão e alteração de papéis.

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A pressão dentro de casa e no exterior forçou o regime desgovernado pelo ex-motorista de ônibus Nicolás Maduro a revisar a decisão de praticamente dissolver o Parlamento, transferindo suas atribuições ao Judiciário e ao Executivo. Basicamente era uma intenção de consumar um autogolpe, pois a Assembleia Nacional, que já estava desprovida de poderes, é o único grande bastião institucional da oposição.

A própria ministra da Justiça do governo achou que era demais e a jogada intensificou a indignação internacional contra a Venezuela. Para trás ficou o esforço de mediação da crise. Agora o chavismo sofre condenação atrás de condenação de órgãos internacionais, a destacar a OEA e o Mercosul.

As indignidades praticadas pelo chavismo se somam ao colapso econômico da Venezuela. Na verdade, a luta para milhões de cidadãos é meramente por sobrevivência, em busca de alimentos e remédios, enquanto o poder hoje é sinônimo de um narcoestado.

Os caminhos institucionais para a mudança se estreitam, basicamente são um beco sem saída. É isto que leva setores mais moderados da oposição, como o presidente da Assembleia Nacional, Júlio Borges, e o ex-candidato presidencial Henrique Capriles a radicalizarem a postura. Existem os pedidos para as Forças Armadas abandonarem o regime infame, embora elas estejam enraizadas nele e de mobiilização contínua na rua. Isto não impede palavras de ordem como antecipação de eleições presidenciais.

O essencial como diz Júlio Borges, o presidente da Assembleia Nacional, é não esmorecer depois de um recuo chavista, como este de praticamente dissolver o Parlamento. Nas palavras de Julio Borges, não podemos fingir que as coisas estão normalizadas depois que o chavismo tentou dar um golpe.