Perigos da empatia eleitoral: Biden, o empático imperialista com Brasil e capacho da ditadura chinesa

Poucos eleitores sabem sobre programas de governo e votam por simpatizar com o jeitão do candidato; empatia pode se alimentar de sentimentalismo tóxico que cria falsos heróis por vitimização apressada

  • Por Adrilles Jorge
  • 21/11/2020 10h00 - Atualizado em 21/11/2020 21h21
EFE/JIM LO SCALZOO republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden disputaram as eleições norte-americanas no dia 3 de novembro

Maioria das pessoas vota por empatia, por simpatizar mesmo com o jeitão da cândida figura de um candidato. Isso vai da carinha bonachona de bom velhinho de Joe Biden à figura redesenhada de Robin Hood de Guilherme Boulos, de persona “laranja” e caricaturalmente arrogante de Donald Trump à figura histriônica e tosca de Jair Bolsonaro. Quem mais cativa e quem mais enauseia os fígados das pessoas. Poucos sabem de programa de governo ou programa ideológico. Questão é que oportunistas e canalhas são quase sempre simpáticos por vocação profissional. A verdade sempre traz um incômodo ao fígado. Ou mesmo à percepção estética. A verdade nunca é de fácil assimilação imediata. A verdade sempre vai além de um clichê asséptico de comportamento ou jeitão pessoal, para ser mais simples. Empatia é um conceito bem intencionado que traduz o seu mau uso pela hipocrisia contemporânea. Empatia não considera a lógica que pode salvar ou piorar vidas; empatia pode se alimentar de sentimentalismo tóxico que cria falsos heróis por vitimização apressada – e vítimas reais por julgamento injusto. Ter empatia por alguém ou algo não significa ser justo. O demônio pode lhe sorrir afavelmente e despertar tua sensibilidade e empatia para a ação de um mal que se traveste de um bem. Quem só tem e fala em empatia sem estudar as circunstâncias tem, na verdade, empatia com a própria estupidez e ignorância, que são as mães que aleitam a hipocrisia de todo mal. Bom ser empático. Mas raciocinar antes é melhor.

Trump, por exemplo, se derrotado mesmo, o foi por antipatia por seu estilo canastrão e por um vírus. Antipatia por uma projeção fantasiosa estética – provocada sobretudo por sua arrogância pessoal — do que nunca fez: nunca perseguiu minorias, gays, mulheres, negros, latinos, como acusado. Ao contrário: deu quase pleno emprego a todos estes grupos, que aumentaram o voto nele. Foi demonizado pela esquerda pelo que nunca fez, pelo que aparenta ser como pessoa e foi esquecido por muitos pelo que fez objetivamente: um bom governo. Trump, se de fato derrotado, o foi por birra histérica de uma geração e uma mídia partidária que criaram terrores invisíveis e fantasmas. E que falam histérica e compulsivamente em empatia; derrotado por uma cura imaginária: o isolacionismo que provocou mais vítimas que o vírus chinês. Mas dizer esta verdade inconveniente é considerado falta de empatia pelas inúmeras pessoas que adotaram uma falsa ciência como modo de salvação de sua ilusão.

Já Biden, o bonzinho jeitosinho e empático, tem um partido aliado a pautas identitárias e ambientalistas histéricas. Aliado de grupos sectários e terroristas como Black Lives Matter e antifas. Todos cheios de empatia pelos oprimidos e pouco estudo e compreensão dos movimentos históricos. Derrubam estátuas de heróis, depredam instituições, massacram e cancelam pessoas do presente e do passado. Tudo pela ditadura do politicamente correto que impõe um comportamento e linguagem únicas. Quem se coloca contra estes movimentos deixa, claro, de ser empático. Tudo indica que Biden, se eleito, será um capacho da China e imperialista com a Amazônia. E simpático com movimentos terroristas bem intencionados. Perde o Brasil com Biden. Perde o mundo. Tudo por causa de uma luta histérica contra inimigos, estéticas pessoais e éticas obtusas e terrores imaginários. Tudo por falsa empatia. Empatia que faz vítimas reais: todos nós.