A estratégia de Kassab com Caiado, Leite e Ratinho Jr.
Problema é que se somar os três, não dá nem 10% dos votos de Flávio Bolsonaro
Não há dúvidas de que Gilberto Kassab, presidente do PSD, é um gênio como estrategista político. Não costuma dar ponto sem nó e geralmente se alia com quem tem chances de vitória.
Também não é nenhuma novidade que Kassab gostaria que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fosse o candidato – hipótese cada vez mais remota diante do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo seu pai.
Com Flávio Bolsonaro no páreo, Kassab trouxe para o seu partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Com a saída de Caiado do União Brasil, Kassab diz que tem, agora, três candidatos presidenciáveis no espectro da centro-direita.
O problema é que se somar os três, não dá nem 10% dos votos de Flávio Bolsonaro. Pois é, só falta combinar com o eleitor.
Obviamente, o presidente do PSD sabe que eles não são competitivos, e não queimaria milhões do fundo eleitoral que poderiam ser utilizados para eleger deputados e senadores.
Assim, a estratégia de Kassab pode atender a dois propósitos. O primeiro forçar uma desistência da candidatura de Flávio Bolsonaro, o que é bem improvável. O segundo é fazer preço para apoiar mais caro, a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Resta saber se ele vai lançar o candidato do PSD, sem gastar recursos do fundo eleitoral, ou se na hora H não vai sair com nenhum candidato e apoiar Flávio Bolsonaro. Mas algo é certo: Kassab não joga para perder.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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