Casos INSS e Master poderão beneficiar Flávio Bolsonaro

Corrupção voltou a pautar o debate nacional, justamente num ano eleitoral

  • Por Alan Ghani
  • 09/03/2026 09h11
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ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Flávio Bolsonaro em manifestação na Avenida Paulista SP - CASO MASTER/MANIFESTAÇÃO/SP/PAULISTA/DIREITA - POLÍTICA - Ato denominado "Acorda, Brasil", realizado na Avenida Paulista, convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza uma série de atos pelo País contra o governo federal e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O escândalo do Banco Master é um dos motes da convocação.

Em 2018, com as descobertas da Lava Jato, o Petrolão foi fundamental para tirar votos do PT e eleger Bolsonaro. O ex-presidente conseguiu capitalizar muito bem o sentimento da população, cansada com o sistema e com a corrupção.

De lá para cá, houve uma série de anulações das condenações da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal. A população desanimou, e o debate sobre corrupção ficou adormecido.

No entanto, com o escândalo do Master, envolvendo os três Poderes da República, e os roubos do INSS, a corrupção voltou a pautar o debate nacional, justamente num ano eleitoral.

Os dois escândalos tendem a beneficiar eleitoralmente Flávio Bolsonaro. Primeiro, porque independentemente de quem seja a culpa, a população tende a associar os escândalos ao governo de turno. Justa ou injustamente, é assim que sempre funcionou. Segundo, que os escândalos contam com figuras ligadas ao PT.

No caso do INSS é uma investigação em cima do filho do presidente por supostamente receber R$300 mil mensais do careca do INSS. Independentemente se ele é ou não culpado, a investigação por si só, e toda a publicidade negativa dada a ela, já traz um dano de imagem ao filho de Lula e, portanto, ao presidente.

Já no caso do Master, a ideia de que o sistema inteiro está envolvido também favorece Flávio Bolsonaro. Afinal, qual sobrenome, na percepção popular, é identificado como antissistema: Lula ou Bolsonaro?

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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