Desafios do acordo entre Israel e Hamas

Se a fase 1 do plano tem grandes chances de triunfar, não se pode dizer o mesmo sobre a segunda etapa, que prevê o desarmamento do grupo terrorista palestino

  • Por Alan Ghani
  • 10/10/2025 08h00
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Abir Sultan/EFE/EPA Pessoas comemoram após o anúncio de um acordo de paz na Praça dos Reféns, em Tel Aviv Pessoas comemoram após o anúncio de um acordo de paz na Praça dos Reféns, em Tel Aviv

O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs um plano de paz para a Palestina e Israel. O plano traz 21 pontos e pode ser dividido em algumas fases. A primeira seria a troca de reféns israelenses sequestrados pelo Hamas por prisioneiros do grupo terrorista capturados pelas forças armadas de Israel.

Felizmente, o Hamas aceitou libertar os reféns israelenses. Se isso ocorrer, será uma grande vitória para os familiares judeus. É bem provável que o Hamas liberte os reféns, pois a manutenção dessas pessoas pelo grupo terrorista não tem sido fácil nem do ponto de vista operacional, nem logístico. Além disso, o Hamas não tem muita alternativa e incentivo para mantê-los presos.

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Se a fase 1 do plano tem grandes chances de triunfar, não se pode dizer o mesmo sobre a segunda etapa, a qual prevê o desarmamento do grupo terrorista palestino. O Hamas não tem nenhum incentivo para se desarmar, pois perderia todo o seu poder. De outro modo: o que é um grupo terrorista sem armas?

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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