Michelle Bolsonaro está preparada para exercer o seu papel de primeira-dama no governo

Mulher do presidente entra na campanha pela reeleição de Bolsonaro com o objetivo de reduzir a rejeição que seu marido tem com eleitorado feminino

  • Por Álvaro Alves de Faria
  • 10/05/2022 12h44
Marcos Corrêa/PR michelle-bolsonaro-e-jair-bolsonaro.j´pg Presidente da República, Jair Bolsonaro e a primeira Dama Michlelle Bolsonaro, durante cerimônia de Comemoração ao Dia Nacional do Voluntariado

Está decidido: a primeira-dama Michelle participará da campanha eleitoral de Bolsonaro, o que inclui até viagens pelo país. A missão de Michelle é tentar reduzir a rejeição que seu marido tem no eleitorado feminino. Michelle está disposta a buscar votos. Bolsonaro cometeu muita bobagem no seu governo, especialmente durante a pandemia. Michelle tem condições de consertar? Não se tem certeza, mas ela está pronta. Vem sendo treinada para isso em algumas aparições. Na noite de domingo, 8, Michelle usou a rede nacional de rádio e televisão para falar sobre o Dia das Mães. Tendo ao seu lado a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Brito, Michelle disse que, por conhecer os desafios da maternidade, “temos o compromisso de cuidar das mães deste país”. E a seguir passou a discorrer sobre as ações do governo que beneficiam as mães brasileiras.

Falou bem, a Michelle. Uma mulher bonita, agradará as plateias de várias regiões em que falará. A primeira-dama é tratada com absoluto respeito dentro do governo. Nos bastidores da política, o que se diz é que ela pode reverter esse quadro negativo do eleitorado feminino em relação ao seu marido. Os integrantes do comitê de campanha de Bolsonaro defendem a participação de Michelle nos eventos pela Presidência, intensificando cada vez mais sua presença, sempre ao lado de Bolsonaro para suavizar a imagem dele, que não é nada boa. Michelle participou do lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro e até fez um breve discurso com um sorriso cativante. 

A nova agenda da primeira-dama conta com sua presença especialmente em atos que envolvem a figura da mulher brasileira, principalmente no Norte e Nordeste. Até agora, as aparições de Michelle têm sido divulgadas pelo PL, partido do presidente, por meio das redes sociais. Bolsonaro não cabe em si. Michelle vai rodar o Brasil em busca de votos. Na quarta-feira, 4, a primeira-dama participou de um ato no plenário da Câmara Federal organizado pela Frente Parlamentar Evangélica. De joelhos, pediu que haja um “avivamento” no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. A expressão “avivamento” entre os evangélicos significa  “despertar” e “renovação espiritual”. Michelle não escondeu as lágrimas ao ouvir os gritos de “Aleluia” e “Glória a Deus”.

Nesse momento, ela pediu a Deus que interceda para curar a nação. A oração foi feita quando a hostilidade entre Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal chegou a um ponto insustentável, após o indulto concedido por Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira (PTB), que gosta de agredir as instituições brasileiras e fazer ameaças, tudo em nome da livre expressão. “Pai, estenda suas mãos para nossa amada Nação”, rezou Michelle, para concluir: “Nós cremos numa geração santa, curada e restaurada pelo sangue de Jesus”. Sente-se que a primeira-dama vai agradar o eleitorado feminino, principalmente o evangélico, que, em parte, se afastou de Bolsonaro. Michelle demonstra ser capaz de enfrentar essa missão. Se não fosse assim, os integrantes do comitê de campanha não teriam essa ideia. Michelle está preparada para exercer o seu papel de primeira-dama no governo. O único problema de Michelle é que ela não sabe pilotar uma moto. Mas aí ela vai na garupa. 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.