‘Reafirmo que PT é narcoafetivo’, diz Ramuth; partido vai entrar com processo
O governador em Exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), voltou a dizer, nesta terça-feira (6), que o PT é um “partido narcoafetivo”. Segundo ele, o termo foi utilizado “em sentido político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado”.
“Um Partido que vota em peso contra o PL Anti-Facção. Um partido que promove e defende saidinha de presos. Um partido que tem sua principal liderança afirmando que traficante é vítima de usuário. Um partido que acessa livremente locais do Brasil que nem a polícia tem acesso. Um Partido que permite que drogas e armas continuem entrando pelas fronteiras. Um partido que tem seus ministros e presidente dividindo palanque com crime organizado, como na Favela do Moinho, é, sim. um partido narcoafetivo”, diz a nova declaração do governador.
Mais cedo, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu acionar a Justiça contra a fala, feita inicialmente no dia anterior. Em agenda na zona sul da capital paulista, na última segunda-feira (5), enquanto falava sobre a situação na Venezuela, Ramuth criticou a sigla. A coluna confirmou que o PT realmente ira à Justiça contra o governador em exercício por danos morais.
“São Paulo e outras cidades do Brasil têm que se preparar pra receber os imigrantes, mas a tendência é justamente o contrário. Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente que estão na fronteira, a retornar ao seu país, onde vão poder desfrutar de liberdade. Porque vai deixar de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo”, afirmou.
Ramuth está à frente do governo paulista desde o Natal. De férias, Tarcísio de Freitas (Republicanos) está nos Estados Unidos, com retorno previsto às atividades na próxima segunda-feira, 12.
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