Free flow, Sabesp e obras: campanhas em SP já mapeiam temas sensíveis

Enquanto gestão Tarcísio trabalha com Pablo Nobel, PT mantém tratativas com Otávio Antunes

  • Por Beatriz Manfredini
  • 12/02/2026 09h16
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Paulo Guereta / Governo do Estado de SP Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas

Campanhas da direita e da esquerda têm monitorado pontos considerados sensíveis na disputa pelo governo de São Paulo. A avaliação é que alguns temas como o sistema de pedagio Free Flow e a privatização da Sabesp podem ganhar holofotes ao longo do processo eleitoral e influenciar o debate entre os candidatos.

Do lado do PT, que ainda não tem candidato definido, mas já trabalha em tratativas com o marqueteiro Otávio Antunes, esses assuntos já vem sendo utilizados de forma recorrente. Vereadores e deputados tem utilizado imagens do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ligadas a maiores cobranças de pedagio, conta de água e racionamento. Para a esquerda, o Free Flow, por exemplo, conversa com a ideia de aumento do custo para circular nas estradas.

Na avaliação do Palácio dos Bandeirantes, no entanto, a utilização precoce desses recursos pode “cansar”, fazendo com que os pontos percam força durante a campanha eleitoral. Os assuntos são vistos, no entanto, como temas com potencial de desgaste e mobilização, a depender da forma como forem explorados. A Sabesp seria o tema mais delicado – e respostas já tem sido pensadas pelo marqueteiro, Pablo Nobel.

Outro eixo observado pelas equipes é a narrativa em torno da gestão do atual chefe do Executivo paulista. A leitura é que adversários devem insistir no argumento de que ele se apresenta como um “governador de obras prontas”, iniciadas por gestões anteriores, e que não teria realizado entregas próprias até o momento. Já o Palácio dos Bandeirantes deve apostar justamente na inversão disso: o da imagem do governador que “fez o impossível”, slogan que já vem sendo utilizado desde o ano passado. O entendimento é que Tarcísio conseguiu destravar obras paradas há anos.

Caso o candidato da esquerda seja mesmo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad – que segue sendo o favorito, como mostrou a coluna – a tendência é que o debate fique mais nacionalizado. Temas econômicos devem entrar em pauta, além de problemas da capital paulista não resolvidos por Haddad quando era prefeito, como a Cracolândia – Tarcísio deve apostar no fim do fluxo como algo “impossível” que foi feito.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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