Nomes da esquerda ao Bandeirantes não incomodam Tarcísio e entorno

Haddad e Tebet despontam como principais potenciais candidatos, mas não preocupam

  • Por Beatriz Manfredini
  • 02/02/2026 06h00
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RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Tarcísio de Freitas afirma que o mercado financeiro vai proporcionar a redução das desigualdades no país O fator principal é a alta aprovação do governador

O entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não considera preocupantes os nomes que estão sendo levantados pela oposição para disputar o Palácio dos Bandeirantes na eleição deste ano.

Apesar de afastarem a ideia de que o pleito será fácil ou que já está ganho, a avaliação é que mesmo os nomes mais fortes de ministros do governo federal não devem ter força suficiente contra o chefe do Executivo paulista.

Como antecipou a coluna, o PT prepara uma chapa com nomes de ministros conhecidos. A expectativa é que a cabeça seja liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com candidatos a vice e ao Senado também de nomes fortes, como Simone Tebet, Marina Silva, Marcio França e até Geraldo Alckmin.

Mas nem essa composição tem assustado os aliados de Tarcísio. O fator principal é a alta aprovação do governador. A avaliação é que, em caso de reeleição, é justamente a aprovação que define a eleição de maneira mais forte. Auxiliares de Tarcísio consideram muito difícil que os bons números não se convertam em votos.

Além disso, há, também, o fato de o estado de São Paulo ser considerado historicamente mais conservador, principalmente no interior. Foram mais de 25 anos de gestões tucanas, do PSDB, interrompidas justamente por Tarcísio, considerado ainda mais à direita do que seus antecessores.

Mesmo na capital, que costuma ter outro tipo de comportamento, membros do Palácio dos Bandeirantes veem mudança, puxada principalmente pelo atual prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB). A reeleição do mdbista, segundo pessoas próximas, demonstra essa tendência – ele também tem conquistado bons números de aprovação na gestão e se tornado mais conhecido, após assumir o cargo pela primeira vez depois da morte do ex-prefeito, Bruno Covas, de quem era vice.

Reservadamente, fontes da gestão estadual afirmaram à coluna que nem mesmo os principais nomes cotados para cabeça de chapa da oposição – Haddad ou Tebet – causam grande preocupação. Haddad é visto como alguém já marcado pela fama de “esquerdista” e muito associado ao presidente Lula (PT), enquanto Tebet, apesar de também ter ficado com essa marca, tem sido observada mais de perto. Há quem defenda que ela pode representar mais riscos já que tem potencial com o eleitorado feminino. É, também, um nome novo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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