Nunes perderá 30% do secretariado até as eleições

No total, 8 chefes de pastas, de 26 secretarias, deixarão os cargos para disputar o pleito de 2026

  • Por Beatriz Manfredini
  • 20/02/2026 08h00
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ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Ricardo Nunes SP - CÂMERAS/SMART/SAMPA - POLÍTICA - O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB) participa da entrega de 100 câmeras do programa Smart Sampa acopladas em motos da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Nesta segunda feira (11) no centro de São Paulo. 11/08/2025 - Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), perderá oito secretários até o fim de março para a disputa das eleições de 2026. O número representa cerca de 30% das 26 pastas que compõem o primeiro escalão da gestão municipal.

Deixarão os cargos o secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando; o secretário da Habitação, Sidney Cruz; o secretário da Casa Civil, Enrico Misasi; o secretário do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi; o secretário de Inovação e Tecnologia, Milton Vieira; o secretário de Turismo, Rui Alves; o secretário de Esportes, Rogério Lins; e o secretário de Desestatização, Luiz Fernando.

A coluna já havia adiantado a saída de seis nomes. As novas confirmações são as de Rogério Lins e Luiz Fernando. Todos disputarão as eleições de 2026 e, por isso, precisam se desincompatibilizar até o fim de março, conforme prevê a legislação eleitoral.

Nunes deve usar o mês para definir substitutos e reorganizar o primeiro escalão da Prefeitura de São Paulo. O prefeito indicou que aceita sugestões para as mudanças, mas afirmou que fará as escolhas finais. A única definição até o momento é que o secretário-executivo do Meio Ambiente, número dois de Rodrigo Ashiuchi, deve assumir a chefia da pasta.

Em janeiro, durante agenda pública, Nunes afirmou que as mudanças podem ser positivas para a administração municipal, já que, em novos cargos no Legislativo, aliados poderão atuar em pautas de interesse da capital paulista.

Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer a outro posto precisam deixar suas funções até seis meses antes do pleito. Na prática, isso significa o início de abril de 2026.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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