Com militares condenados, comandantes das forças participam de ato em defesa da democracia

Comandantes das Forças Armadas participam de evento com discursos em defesa da democracia e contra perdão a condenados por tentativa de golpe

  • 08/01/2026 11h54 - Atualizado em 08/01/2026 11h55
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Reprodução ff Militares do alto escalão participaram do evento

Integrantes do alto comando das Forças Armadas participaram, uniformizados, nesta quinta-feira (8), de cerimônia em memória aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O evento ocorreu em um contexto em que generais e militares de diversas patentes já foram condenados por envolvimento nos atos que tentaram subverter a ordem democrática.

Os comandantes presentes ouviram da plateia vaias e coros de “sem anistia” e acompanharam discursos de autoridades que foram enfáticos em rejeitar qualquer medida que atenue as penas dos condenados.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou durante a solenidade: “Justiça não se divide, justiça não se fraciona. Aqueles que romperam, cometeram um crime, devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história”.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, prestes a deixar o governo, também se manifestou contra iniciativas de anistia. “E aqui é necessário ressaltar que os crimes cometidos contra o Estado democrático de direito são imprescritíveis e impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis ou militares”, afirmou.

Em discurso lido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez referência ao período da ditadura militar e à tortura, defendendo o julgamento dos responsáveis pelos atos de 2023 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Todos foram julgados com transparência e imparcialidade”, disse.

Balanço das condenações

Três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, a Primeira Turma do STF já condenou mais de 800 acusados de participação nos atos que tentaram desestabilizar a democracia no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os números, apurados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes– relator dos processos sobre o caso – até meados de dezembro de 2025, ainda podem ser atualizados.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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