CPMI do INSS: Vice-líder do governo quer ouvir ex-presidente do BC
Correia afirma que o Banco Central foi alertado, ainda em 2021, sobre o aumento de reclamações relacionadas a práticas abusivas
O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Rogério Correia (PT-MG), pediu a convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para prestar depoimento à CPMI do INSS, que investiga um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.
Na justificativa do requerimento, Correia afirma que o Banco Central foi alertado, ainda em 2021, sobre o aumento de reclamações relacionadas a práticas abusivas na oferta de empréstimos consignados a beneficiários do INSS. À época, o órgão era presidido por Campos Neto.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente do Banco Central deverá esclarecer quais medidas foram adotadas diante das denúncias, especialmente no que se refere à fiscalização das instituições financeiras, ao controle de irregularidades e ao acesso a dados bancários protegidos por sigilo dos aposentados e pensionistas.
O pedido também cita o escândalo envolvendo o Banco Master e a gestão de recursos de fundos de pensão. De acordo com estimativas do Ministério da Previdência, regimes próprios de estados e municípios expostos à instituição podem registrar perdas de até R$ 2 bilhões.
Para o deputado, eventuais falhas de supervisão ou insuficiência de medidas corretivas por parte da autoridade monetária durante a gestão de Campos Neto podem ter contribuído para a manutenção do que parlamentares chamam de “farra do INSS”.
A CPMI foi criada para apurar responsabilidades e eventuais omissões de órgãos públicos e instituições financeiras no caso.
A convocação ainda depende de aprovação dos integrantes da comissão.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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