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Bruno Pinheiro

Prefeito de Cariacica corta verbas para escola de samba após desfile polêmico homenageando MST

Em uma nota de repúdio divulgada em suas redes sociais, Euclério Sampaio (MDB) classificou o MST como um grupo criminoso, alegando que seus membros 'espalham o terror e a tristeza no campo'

Bruno Pinheiro

Prefeitura de Cariacica escola de samba MST
Prefeitura de Cariacica escola de samba MST Claudio Postay/Divulgação/Prefeitura de Cariacica

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), tomou uma decisão polêmica ao anunciar que não irá mais destinar recursos para a escola de samba Independente de Boa Vista. A medida foi motivada pela presença de uma ala que fazia referência ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante o desfile da agremiação no Carnaval de Vitória. A escola prestou homenagem ao fotógrafo Sebastião Salgado, cuja obra foi retratada de diversas maneiras nas alas do desfile, incluindo a participação do MST, movimento que Salgado documentou ao longo de sua carreira. No entanto, a escolha gerou uma onda de críticas.

Em uma nota de repúdio divulgada em suas redes sociais, o prefeito classificou o MST como um grupo criminoso, alegando que seus membros “espalham o terror e a tristeza no campo”. Sampaio também destacou que a intenção da prefeitura é promover a cultura, mas considerou que “o erro da escola é inadmissível” e que a agremiação deverá arcar com as consequências de sua escolha. A controvérsia ganhou força nas redes, onde uma seguidora do prefeito comentou que a obra de Salgado está intrinsecamente ligada ao MST, embora também não concordasse com a ala dedicada ao movimento.

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Em resposta, Euclério Sampaio admitiu desconhecer o fotógrafo e justificou sua falta de atenção ao afirmar que estava focado em cuidar da saúde e da cidade. Em uma conversa exclusiva com o titular desta coluna, o prefeito defendeu sua decisão de cortar os recursos. “Apoio as escolas de samba por causa da cultura do município. Faltou respeito para comigo e para a cidade. Fui pego de surpresa pelo desfile em homenagem ao MST, financiado com verba municipal de mais de 650 mil reais. Como posso financiar a apologia ao que eu mais repudio?”, questionou.

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