Zucco atrai PP e Podemos e amplia base de Flávio no RS

Articulações partidárias fortalecem pré-candidatura ao governo gaúcho

  • 09/02/2026 11h44 - Atualizado em 09/02/2026 11h46
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Mário Agra/Câmara dos Deputados O deputado federal Luciano Zucco fala no plenário da Câmara Zucco atrai PP e Podemos e amplia base de Flávio no RS

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, tem ampliado sua base de apoio com a adesão de partidos de centro e direita à pré-campanha. O movimento consolida o parlamentar como o principal nome do campo bolsonarista na disputa estadual.

Fontes ouvidas pela Jovem Pan afirmam que siglas como Novo e Podemos, além do PP, têm sinalizado apoio à candidatura de Zucco. As conversas envolvem, inclusive, rearranjos partidários em níveis municipal e estadual.

Um dos movimentos mais recentes ocorreu em Erechim, no norte do Estado. Nas redes sociais, o vereador e pré-candidato a deputado federal Rony Gabriel anunciou que deixará o PL para se filiar ao Podemos. Segundo ele, a decisão foi tomada após receber uma “missão” de Zucco, com o objetivo declarado de “derrubar o PT” nas eleições de 2026.

No campo das alianças estaduais, o PP decidiu deixar a base do governo do Rio Grande do Sul, comandado por Eduardo Leite (PSD), para investir na construção de uma aliança de direita em torno do nome de Zucco. A decisão foi tomada em reunião do diretório estadual da sigla no último dia 20, quando dirigentes também descartaram apoiar uma eventual candidatura do vice-governador Gabriel Souza (MDB).

Integrante das duas gestões de Eduardo Leite à frente do Executivo estadual, o PP vinha sinalizando desde o fim do ano passado que não faria parte da chapa governista. À época, o partido lançou a pré-candidatura do deputado federal Covatti Filho, que preside o diretório estadual da legenda.

Com o avanço das articulações, Zucco passa a concentrar apoios relevantes no campo conservador e amplia sua musculatura política para a disputa pelo Palácio Piratini, em um cenário que tende à polarização entre o grupo atualmente no poder e a oposição alinhada à direita.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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