Oito foragidos do PCC entram na lista da Interpol

Entre os procurados da megaoperação Carbono Oculto estão Mohamad Hussein Mourad, apontado como chefe do esquema bilionário, e ‘Beto Louco’

  • Por David de Tarso
  • 01/09/2025 10h12 - Atualizado em 01/09/2025 22h47
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Renato S. Cerqueira/ATO Press/Estadão Conteúdo Movimentação de viaturas da Polícia Federal e da Receita Federal na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo Movimentação de viaturas da Polícia Federal e da Receita Federal na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo, após início da Operação Carbono Oculto

Em desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira (28), a Justiça determinou a inclusão de oito investigados na difusão vermelha da Interpol. A medida permite que os foragidos sejam capturados em mais de 190 países. Entre os nomes estão Mohamad Hussein Mourad, o “Primo” apontado como um dos principais líderes do esquema, responsável por articular operações financeiras e negócios de fachada ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Também figuram na lista Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, considerado o número dois do esquema; Daniel Dias Lopes, que fazia a interligação com as distribuidoras de combustíveis de Mohamad; Miriam Favero Lopes, esposa de Daniel e sócia de empresas ligadas às fraudes; Felipe Renan Jacobs, empresário do setor de combustíveis; Renato Renard Gineste, também empresário do setor de combustíveis; Rodrigo Renard Gineste, dono de rede varejista de roupas; Celso Leite Soares, dono de empresa que cultiva cana-de-açúcar, no interior de São Paulo.

A megaoperação, considerada a maior já realizada contra o crime organizado no país, revelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 50 bilhões por meio de postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento. Ao todo, foram bloqueados bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão, incluindo imóveis de luxo, caminhões, fazendas e até um terminal portuário.

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Com a inclusão dos foragidos na Interpol, as autoridades esperam reforçar a cooperação internacional para impedir que integrantes da facção se refugiem no exterior. As investigações continuam com o objetivo de recuperar ativos desviados e identificar novos envolvidos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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