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David de Tarso

PCC trama plano para matar policiais penais em represália a restrições de Marcola

Carta apreendida na unidade de Paralheiros, na zona sul de São Paulo, revela plano para que lideranças do Primeiro Comando da Capital identifiquem endereços de policiais penais em plano de execução

David de Tarso

Não é de hoje que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tem sofrido uma série de sanções por desrespeitar as regras impostas na Penitenciária Federal de Brasília, sendo mantido em alas isoladas, como forma de represália ao principal líder do PCC. Marcola, tem permanecido sem contato com outros presos por mais de cinco meses. A defesa dele entrou com diversas petições para reverter esse quadro. Mas, agora, as lideranças da organização criminosa pretendem agir, conforme revela a carta apreendida na unidade prisional na capital paulista. O “salve” da chamada “sintonia final” pede para que os chefes de cada unidade no Estado façam o levantamento de ao menos dois endereços de policiais penais do sistema prisional. Tudo como uma forma de contra-atacar as medidas impostas em desfavor de Marcola.

A carta foi apreendida nesta quinta-feira (10) e, desde então, já há um temor por parte dos policiais penais, caso esse plano siga adiante. A expressão “jet” significa piloto. Cada pavilhão nas penitenciárias tem um “jet” para repassar as diretrizes e comandos da facção. A chamada “sintonia final” é composta por integrantes que já estão há alguns anos na liderança. Faz parte da hierarquia o integrante que tenha sido indicado e aprovado pelos outros “irmãos” que fazem parte da “sintonia final”. No comando existem várias sintonias, mas a final, como o próprio nome já diz, é a última instância do PCC.

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