Vinho rosé é boa pedida para o verão

Bebida é versátil e agrega algumas características dos brancos com outras qualidades dos tintos

  • Por Esper Chacur Filho
  • 03/12/2021 13h45 - Atualizado em 03/12/2021 15h22
PixabayVinho rosé funciona como coringa e combina com altas temperaturas

O vinho rosé é uma excelente alternativa quando temos dúvidas em harmonizações; funciona como um coringa, tem, via de regra, boa acidez, dulçor e algum corpo. Com mais raridade, chega a ser tânico (rosés portugueses, em especial). Ele agrega algumas características dos brancos com outras qualidades dos tintos. É um vinho bastante versátil, que combina com as altas temperaturas que temos vivido pelo Brasil afora. O rosé, de forma geral, é bem gastronômico. Combina muito bem com inúmeros pratos, desde um rústico churrasco ou uma peixada, passando pelas saladas com frutas e queijos, frutos do mar e pelos risotos. Voltando um pouco na história, a região produtora mais antiga de vinhos rosés é Provence, na França, e é de lá que vêm os rosés mais apropriados para o clima brasileiro. São vinhos frescos, com boa acidez e muito fáceis de beber; ao contrário dos rosés portugueses do Douro, que exigem mais disposição por conta de sua austeridade. 

Na América do Sul, o Brasil se destaca como um bom produtor de vinhos rosés e que merece nossa atenção. Algumas sugestões de bons rosés no mercado: A Casa Perini, brasileira, nos oferece um bom rosé, o Drella. O Villa Francioni Rose, de São Joaquim, também é um nacional muito bacana. Da Argentina, eu sugiro o Navarro Correas Rosado, que apresenta uma acidez muito boa. Agora, da França, destaco o Maison Jaffelin Pinot Noir, o Chateau de Sarrins, do Bruno Paillard e o Côtes de Provence Hecht & Bannier e os coloco entre os melhores rosés do mundo. Agora, quem procura um vinho de bom preço e fácil de beber, o conhecido Mateus Rosé (português) é uma boa pedida. Salut!!

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.