Carol Manciola criou empresa de educação corporativa que já impactou 500 mil pessoas

Depois de passar por empresas como Sebrae e AfferoLab, administradora fundou a Posiciona em 2017

  • Por Fabi Saad
  • 27/04/2022 10h00 - Atualizado em 04/05/2022 01h11
Juliana Faria/Arquivo Pessoal Carol Manciola sentada, sorrindo, à frente de uma parede Carol Manciola descobriu paixão por recursos humanos e, há 18 anos, começou a trabalhar com educação corporativa

Nascida na Bahia e paulistana de coração, Carol Manciola consegue encorajar e inspirar a todos por onde passa, seja por meio de suas provocações, inquietações, reflexões ou conselhos. Carol é CEO e co-fundadora da Posiciona Educação e Desenvolvimento, administradora por vocação e educadora por missão. Atua como consultora e palestrante e é autora de “Os Cês da Vida” (2017), do best-seller “Bora Bater Meta” (2019) e do mais recente “Coragem e Mais Alguns Cês da Vida” (2022). Ela também é mãe de Leonardo e Ursula e esposa de Marcus. E, acima de tudo, é sempre ela. Afinal, como costuma parafrasear Frida Kahlo: “Onde eu não puder ser eu, que eu não me demore”.

1. Como começou a sua carreira? Já fui vendedora de roupas, sapatos, medicamentos, livros e anúncios publicitários. Na faculdade de administração, descobri minha paixão por recursos humanos e, há 18 anos, comecei a trabalhar com educação corporativa. Depois de ter passado por empresas como Sebrae e AfferoLab, fundei, em 2017, a Posiciona que, no ano passado, foi vendida para a Crescimentum, empresa que representa no Brasil o Cegos Group, maior grupo de educação corporativa do mundo.

2. Como é formatado o modelo de negócios da Posiciona? Somos uma empresa de educação corporativa especializada em treinamento de equipes de vendas e atendimento. Existimos para humanizar a relação entre marcas e pessoas. Atualmente, 100% do nosso negócio atua no modelo B2B, com programas de desenvolvimento comercial, fábrica de conteúdo e construção de cultura de vendas e excelência no atendimento. Em quatro anos, já impactamos mais de 500 mil pessoas e atendemos mais de 120 clientes, que são grandes empresas nacionais e multinacionais. Nosso processo de customização tem como objetivo traduzir os desafios organizacionais em experiência de aprendizagem que coloque no centro o participante.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Não consigo pensar em momentos difíceis, mas em momentos de grande aprendizado. Mudar para São Paulo foi um grande aprendizado, sair de uma das maiores empresas de educação corporativa do país para fundar a Posiciona foi um grande aprendizado, promover uma grande virada em meio à pandemia e vender a Posiciona foram momentos repletos de desafios, mas estar cercada das melhores pessoas em cada uma das situações tornou cada um desses momentos suave. Difícil muitas vezes é decidir e abrir mão de alguma coisa, mas, quando temos clareza de propósito, é excitante deixar o bom em prol de algo melhor.

4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora?

Quem disse que eu consigo? Vivo na corda bamba… um eterno desequilíbrio, mas que me mantém em movimento. Girar os pratinhos ao mesmo tempo é enlouquecedor. Tenho preferido deliberar sobre qual pratinho jogar para o ar e qual gira em alta velocidade. Cuido para não deixar o mesmo pratinho cair com frequência e vivo nessa alternância. Há semanas em que a prioridade são as crianças, noutras em que é o marido, em muitas o trabalho… E há aquelas que tiro para me priorizar. Isso não significa que eu ignore qualquer uma dessas esferas da vida, mas a intensidade que coloco em cada uma delas depende do foco daquela semana.

5. Qual seu maior sonho? Nunca fui uma pessoa de muitos sonhos, mas desejo profundamente muitas coisas e coloco muita energia para torná-las reais. No campo mais utópico, meu sonho é um mundo onde as pessoas tenham mais consciência. Um muito mais inclusivo, de mais possibilidades, só será possível quando as pessoas que ocupam espaços de poder ampliarem sua consciência de retribuição e os grupos minoritários reconhecerem sua força.
Sobre as minhas aspirações, desejo ter dinheiro suficiente para fazer o que faço hoje de graça. No futuro, quero poder prover a mais pessoas educação em vendas para que sejam libertas economicamente.

6. Qual sua maior conquista? Sem sombra de dúvida minha maior conquista é a vida que vivo hoje. Filhos maravilhosos, um casamento incrível, estabilidade financeira, um trabalho que me permite impactar positivamente a vida de muitas pessoas, amigos do peito, maturidade na tomada de decisões e paz interior.

7. Livro, filme e mulher que admira.

Eu leio tanto que fica difícil falar de um livro. “Dar e Receber”, de Adam Grant, e “Jogo Infinito”, do Simon Sinek, foram fontes de inspiração nos últimos dois anos. Já filmes não são muito minha praia. Depois que tive filhos, minha programação nesse sentido tem sido a infantil, hahahaha. Mas tem um filme que toda vez a que assisto me sinto energizada: “O Diabo Veste Prada”. Acho que ele traz muitas lições para quem está começando e quem está no topo. Uma mulher que me inspira… Sou apaixonada pela Brené Brown, acho que ela me traduz. Seus livros, suas apresentações e seu modo de pensar se conectam muito às minhas crenças e, por isso, tento me inspirar em seus passos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.