Brasil busca autossuficiência na produção de petróleo e ampliação do setor de refino

Governo vai colocar recursos nas refinarias em funcionamento para aumentar a produção do combustível

  • Por José Maria Trindade
  • 01/04/2022 14h38
Isac Nóbrega/PR O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque Ministro Bento Albuquerque afirmou que produção de petróleo vai aumentar em 10%, o que dá cerca de 300 mil barris por dia

O Brasil vai aumentar a produção de petróleo e gás natural. A novidade é que o pedido veio dos Estados Unidos. São reflexos da guerra. A secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm, procurou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, solicitou o reposicionamento e foi atendida. O ministro anuncia que vai aumentar a produção de petróleo em 10%, o que dá cerca de 300 mil barris por dia, e em 17% a extração de gás natural, cerca de 27 milhões de metros cúbicos por dia. Uma resposta importante para a nova situação de demanda de energia no mundo. O ministro Bento Albuquerque alerta que o momento indica que os países investirão forte na busca de autonomia energética e alimentar e há uma aposta forte nisto aqui no Brasil.  “Parcerias entre ministérios vão garantir esta nova situação”, diz o ministro de Minas e Energia. 

As lições da guerra estão claras, a busca por autonomia será forte. O ministro revela que por aqui há um projeto de ampliação do setor de refino. “Foi-se o tempo em que o governo investia pesado em refinarias, a iniciativa privada vai entrar forte e já existem empresas grandes do mercado internacional nos procurando”, diz o ministro, que cita nomes das grandes do petróleo. Mas o governo vai colocar recursos nas refinarias em funcionamento para aumentar a produção. A Abreu e Lima, segundo cálculos, terá a sua capacidade aumentada em 50%. A do Ceará, de Pernambuco e a do Rio de Janeiro receberão recursos para aumentar a produção.  No Rio, a refinaria de Manguinhos terá uma atenção especial para recuperar a massa falida. Um papagaio de R$ 40 bilhões. Previsão de R$ 8 bilhões para a Abreu e Lima e a busca maior é por capital privado.

Sobre a troca de comando na Petrobras, o ministro considera que foi um movimento normal do governo e não significa nenhum controle de preços ou guinada brusca. Disputa nas Forças Armadas sobre comando e governo, o ministro chega a rir, “fico é com dó de quem publica notícias de disputas assim entre integrantes do Exército e Marinha, sobre comandos no governo”. A estratégia é levar o Brasil a uma autossuficiência em refino, para equilibrar a demanda interna, o que poderia promover pelo menos mais estabilidade nos preços. O setor já é aberto, mas o quadro atual é de que, economicamente, as empresas preferem importar do que investir em refino por aqui. O custo alto de uma planta de refino é o que impede o processo, mas o quadro pode mudar, segundo aposta o governo, e este é o sentido para os próximos anos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.