BR-163: Consórcio Via Brasil vence leilão e assume rota dos grãos

Concessão da via que liga Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, no Pará, gera expectativa de avanço na logística pelo Arco Norte

  • Por Kellen Severo
  • 09/07/2021 09h00 - Atualizado em 13/07/2021 17h59
Divulgação/Ministério da InfraestruturaTrecho da BR-163, rodovia conhecida por ser rota de escoamento de grãos do Centro-Oeste ao Norte do Brasil

Os produtores rurais esperavam novidades sobre a concessão de trecho da BR-163, rodovia conhecida por ser rota de escoamento de grãos do Centro-Oeste ao Norte do Brasil. O leilão aconteceu nesta quinta-feira, 8, e recebeu uma proposta, com deságio de 8,09%. O critério do certame foi de menor tarifa de pedágio. De acordo com o Diretor Executivo do Movimento Pró Logística, Edeon Vaz, o valor da tarifa ficou acima do que era esperado pelo setor. “Eu esperava algo como 6,50 e ficou 7,867. Então vai provocar impacto no valor do frete. Vão ser três praças de pedágio. Dentro do possível, o mais importante é que tenhamos uma rodovia concessionada e bem preservada”, afirmou.

Os 1.009 quilômetros da BR-163/230 que ligam Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, no Pará, serão administrados pelos próximos 10 anos pelo consórcio via Brasil 163. Com a concessão, o governo federal vai garantir cerca de R$ 2 bilhões para investimentos na rota dos grãos e sinaliza importante consolidação do Arco Norte para escoamento da safra do país, de acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. “Estamos transferindo para iniciativa privada. A gente tem no projeto a obrigação de fazer 30 quilômetros de vias marginais, 45 quilômetros de terceira faixa, 340 quilômetros de acostamento, colocação de mais de 40 quilômetros de defensas, melhoria nas travessias urbanas, além de toda recuperação de pavimento, operação da rodovia, sinalização. É algo que vai facilitar muito a vida de quem transita pela BR-163. Vai melhorar a vida de quem milita no agronegócio e de quem acessa os portos de Miritituba. Além disso, a concessão prevê a construção e operação dos três acessos aos terminais que tem sido um gargalo na chegada naquela região”, explicou o ministro.