Produtores rurais da Argentina protestam contra o governo

Setor agropecuário foi às ruas e paralisou por 24 horas a comercialização de grãos e carnes

  • Por Kellen Severo
  • 15/07/2022 10h00 - Atualizado em 15/07/2022 10h08
Juan Mabromata/AFP Foto de manifestantes na Argentina Produtores agrícolas se reúnem ao lado da Rota Nacional 14 durante manifestação contra o governo do presidente argentino Alberto Fernandez em Gualeguaychu, Argentina

Na Argentina, o setor agropecuário segue insatisfeito com o governo de Alberto Fernández. Nesta semana, os agricultores fizeram carreatas, protestaram e paralisaram a comercialização de produtos agrícolas por 24 horas. A medida foi tomada para mostrar desaprovação à política econômica na Argentina, que gerou escassez de diesel, imposto sobre exportações de produtos agropecuários, déficit nas reservas cambiais e inflação. A inflação que já chega a 60% no acumulado de doze meses no país. Para piorar, o governo tarifou em 33% as exportações de soja em grão,  óleo e farelo e bloqueou as exportações de alguns cortes de carne bovina. O congelamento do preço dos combustíveis gerou  escassez de diesel e houve paralisação de caminhoneiros.

Mais uma vez aprendemos com o exemplo de outros países. Uma política intervencionista, de taxação das exportações ou congelamento de preços dos combustíveis não funciona. Para alguns pode parecer uma ideia tentadora sob o pretexto de bem estar social, mas não precisa de muito tempo para que essas medidas se mostrem fracassadas. Basta vermos a multidão nas ruas da Argentina protestando contra a grave crise econômica. Ou seja, os problemas não estão apenas atingindo o setor agro, mas milhares de argentinos.

Manifestantes nas ruas

Protestos ocorrem na esteira da crise econômica que atinge a Argentina

Vista aérea de manifestação

Manifestantes vão às ruas em meio à crise causada pela renúncia do ministro da Economia, Martín Guzmán

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.