Tilápia: ‘nova commodity’ do país ganha espaço no prato do brasileiro

Expectativa da Associação Brasileira de Piscicultura é que o consumo interno dobre nos próximos dez anos

  • Por Kellen Severo
  • 18/04/2022 09h59 - Atualizado em 18/04/2022 15h13
Luciano Andrade/Estadão Conteúdo - 01/01/2010 Detalhe de tilápias vermelhas ou Merah (Sarotherodon) em região de cultivo no rio São Francisco Entre as vantagens da tilápia está o fato de ser bastante conhecida em diversos países

Nesta Páscoa, um peixe apareceu mais na mesa dos brasileiros: a tilápia. O peixe de criação tem ganhado espaço entre as proteínas e há projeções de aumento da demanda na próxima década, de acordo com Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). Dados da entidade apontam que, de cada 10 quilos de peixe consumidos no país, 6,3 quilos já são de tilápia. Em 2021, as exportações brasileiras deste tipo de pescado responderam por 86% de todos os embarques do produto do Brasil. Entre as vantagens está o fato de ser bastante conhecida em diversos países. Entusiastas da proteína afirmam que esta será a nova commodity do Brasil (pela capacidade de expansão da produção e envio do alimento para diferentes regiões do mundo). No ano passado, a produção no Brasil atingiu 530 mil toneladas, crescimento de 9,8% ante o período anterior. A tilápia representou 63,5% de toda a produção brasileira de peixes. Estados Unidos, Canadá, Colômbia e México estão entre os principais destinos do nosso produto, e a expectativa é chegar a novos países.

O mercado de peixes de cultivo brasileiro tem grande potencial de crescimento pela frente, mas há desafios para contornar, como baixo volume exportado e a necessidade de crescimento mais robusto da demanda interna. Se a gente comparar a tilápia com outras proteínas isso fica mais evidente. No caso do consumo per capita, por exemplo, o de pescados é de aproximadamente 9,5 quilos por ano, contra 50 quilos de frango, 25 quilos de carne bovina e 18 quilos de carne suína per capita. Ou seja, fica evidente que há espaço na dieta do brasileiro para avançar mais no consumo desta proteína. No agronegócio, a tilápia é vista como investimento promissor, e a meta é dobrar o consumo interno em dez anos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.