Mercado de consumo no Metaverso: você conhece esse novo mundo virtual?

Expectativa do mercado é que o Metaverso movimente US$ 800 bilhões em 2026 e que até 70% das empresas mundiais estejam nesse ‘mundo’ em 2027

  • Por Ricardo Motta
  • 02/07/2022 10h00
Riki32/Pixabay Metaverso Metaverso é a união entre o mundo físico e o digital

Nos dias atuais, em razão do volume das informações veiculadas pela mídia e redes sociais, é difícil alguém que não tenha lido ou escutado o termo MetaversoNão precisamos ir longe. Basta lembrar que o Facebook, que também é dono do WhatsApp e do Instagram, teve seu nome alterado para Meta em outubro de 2021, por decisão do seu fundador Mark Zuckerberg, que já investiu mais de US$ 10 bilhões na criação do seu ambiente virtual. Mas afinal, o que vem a ser o “Metaverso”? Qual a sua importância no mercado de consumo? De uma forma mais simples e fácil compreensão, podemos dizer que o Metaverso é a união entre o mundo físico e o digital, capaz de convergir estas duas realidades para a criação de um ambiente virtual onde as pessoas convivem coletivamente, de forma imersiva, realista e interativa, através dos seus “avatares” (representação de uma pessoa em um mundo virtual). Conhecido o conceito, vamos refletir sobre o mercado de consumo no Metaverso. Pela ótica do consumidor, já acostumado com o ambiente do comércio eletrônico, o Metaverso poderá lhe proporcionar uma nova experiência de consumo digital. 

Assim como no e-commerce, pelo Metaverso também é possível realizar a compra de produtos e receber em casa. Você poderá comprar um tênis da sua marca preferida, para uso próprio ou até do seu avatar, recebendo o produto físico no seu endereço. Além desta nova possibilidade digital pela compra de produtos, físicos ou virtuais, também será possível obter experiências na área do entretenimento (visitar galerias de arte, museus, teatros, assistir shows…) ou mesmo no setor de saúde, onde já estão sendo desenvolvidos métodos que permitam a realização de cirurgias sem que médicos e pacientes estejam no mesmo local.

Não apenas pelos exemplos com o e-commerce, entretenimento e o setor de saúde, o Metaverso poderá movimentar o consumo de diversos outros setores, como imobiliário, educação e hotelaria. Pelo lado das empresas, é fundamental que estejam atentas ao momento e que possam planejar sua imersão nesse novo universo. É preciso compreender a relevância do tema, até para que possam discutir uma mudança estratégica no negócio. Como forma de estimular estas análises pelos executivos, basta considerar a expectativa do mercado no sentido de que o Metaverso movimente US$ 800 bilhões em 2026 e que até 70% das empresas mundiais estejam no Metaverso em 2027.

Muito além dos números e das expectativas financeiras, não podemos esquecer as inúmeras possibilidades de destaque que surgirão para as empresas, sobretudo em mercados de extrema concorrência e cada vez mais exigentes. Estamos diante de um novo marco na história do mundo empresarial. E como sempre acontece em momentos revolucionários, as empresas que mais colhem frutos e se destacam são aquelas que percebem antecipadamente as necessidades de mudanças. 

É preciso compreender o momento e planejar as formas de se inserir nesse novo mundo. Não se pretende uma imediata “virada de chave”, até porque todo o ambiente ainda está em processo de desenvolvimento e evolução. Mas é necessário visualizar a possibilidade de inovação, através de um processo de aprendizado e experimentação capaz de possibilitar uma efetiva e segura alternância do negócio em um futuro próximo. Não existe prazo ou data estabelecida. O que se tem é a certeza da inovação com a chegada do Metaverso. Sob esse aspecto, o Metaverso é real e não imaginário.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.