Constantino: essa era a reforma da Previdência possível neste momento

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2019 19h26
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilÉ um dia importante que merece, sim, ser celebrado

Está aí! Finalmente a reforma da Previdência está aprovada em dois turnos no Senado após tramitar por dois turnos na Câmara. O número inicial, dito pelo próprio ministro Paulo Guedes, era de R$ 1 trilhão de economia em 10 anos. Depois, chegou a se falar em R$ 1,2 trilhão, mas conseguimos algo perto de R$ 800 bilhões — ainda assim, um número muito expressivo e que merece ser festejado.

Claro que houve um trabalho de desidratação no decorrer da tramitação — esperado, parte do jogo político — e vimos partidos de esquerda atuando para preservar privilégios do setor público, daqueles que ganham mais, e sempre discursando em prol dos mais pobres, o que mostra a hipocrisia do discurso esquerdista.

Mas R$ 800 bilhões é um número importante. Isso vai permitir o resgate da confiança dos investidores no futuro do País o que, por sua vez, permitirá a queda das taxas de juros. Muitos já falam em menos de 5% da Selic para os próximos anos. Isso é uma revolução. A eutanásia do rentista, como diz o ministro Paulo Guedes, gerando um ciclo virtuoso de maiores investimentos produtivos no País.

Agora temos que cobrar pelas demais reformas. A tributária para simplificar nossa carga absurda; a administrativa para trazer mais racionalidade ao serviço público; e as privatizações. Uma pauta reformista positiva que pode colocar Brasil na rota de um desenvolvimento sustentável e aproximá-lo dos países mais ricos.

Estão todos de parabéns. É um dia importante que merece, sim, ser celebrado. O governo conseguiu aprovar uma reforma difícil. Agora é tocar as demais e mostrar que o Brasil tem condições de superar armadilha do baixo crescimento. Há muito o que ser feito. A reforma previdenciária era necessária, mas não suficiente. Vamos festejar, mas já é hora de arregaçar as mangas e continuar trabalhando. O Brasil tem pressa. É óbvio que nem tudo na política anda nos passos desejados. Muitas vezes anda aquém do que esperamos. Mas, em política, o ótimo é inimigo do bom ou do viável. E essa era a reforma possível neste momento.