O único título inglês na história das Copas vai completar sessenta anos em julho
Um estudo de uma empresa ligada a uma plataforma britânica indica que depois de Espanha e França, a seleção da Inglaterra é a favorita a ganhar a Copa de 2026, com 11,8% de possibilidades. A equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel está no grupo L, ao lado de Croácia, Gana e Panamá.
Apesar da potência do futebol da Inglaterra, os torcedores locais sempre se questionam sobre as chances do selecionado voltar a erguer a taça de campeão. Entre os vencedores de Copas, o tempo de fila do “English Team”, sessenta anos, só não é mais incômodo do que o dos uruguaios, que venceram a competição pela segunda e última vez em 1950.
O mundial de 1966, o único até hoje que coroou o futebol britânico, entrou para a história pela porta dos fundos. A competição é a que ganhou o maior número de rótulos: “a Copa da vergonha”, “a Copa escandalosa”, “a Copa suspeita” ou “a Copa da violência”. Até hoje, a atuação dos árbitros é questionada. O então presidente da Fifa, o inglês Stanley Rous, também teria interferido em favor do time da Rainha. A única conquista do país em mundiais acabou ofuscada pelos erros dos juízes e a violência nas partidas.
Os donos da casa não jogaram nenhuma vez fora de Wembley, o que gerou protestos das delegações adversárias. A Inglaterra, treinada por Alf Ramsey, contava com grandes jogadores. Na finalíssima, contra a Alemanha, a equipe foi escalada assim: Gordon Banks, Bobby Moore, Jack Charlton, Wilson, Cohen e Stiles; Ball e Peters; Bobby Charlton, Hurst e Hunt.
Campanha da Inglaterra na Copa de 1966
Inglaterra 0x0 Uruguai – fase de grupos
Inglaterra 2×0 México – fase de grupos
Inglaterra 2×0 França – fase de grupos
Inglaterra 1×0 Argentina – quartas de final
Inglaterra 2×1 Portugal – semifinal
Inglaterra 4×2 Alemanha – final
A decisão da Copa foi disputada no dia 30 de julho com a presença de 93 mil pessoas em Wembley. Até hoje é a única decisão de um mundial jogada em um sábado. Caberia à Rainha Elizabeth entregar a taça Jules Rimet ao capitão da seleção vencedora.
No tempo normal, o jogo terminou empatado por 2 a 2. Aos 11 minutos da primeira etapa da prorrogação, se desenrolou um dos lances mais polêmicos da história dos mundiais. Hurst chutou já de dentro da grande área, a bola bateu no travessão, quicou no chão, aparentemente em cima da linha, e voltou ao campo. O árbitro Gottfried Dienst, da Suíça, correu para consultar o bandeirinha Tofik Bakhramov, da União Soviética, que confirmou o gol, discutido até hoje à exaustão. Os donos da casa ainda marcaram o quarto, novamente com Hurst: 4 a 2. O capitão Bobby Moore recebeu a taça Jules Rimet das mãos da Rainha Elizabeth, em um triunfo que vai completar seis décadas.
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Thiago Uberreich
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