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Victoria Abel

Tarcísio articula votação contra MP dos impostos e governo corre contra tempo para evitar rombo fiscal

Governo terá que enviar projeto de lei para aumento de imposto, caso MP caduque

Victoria Abel

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas concede entrevista coletiva atualizando novas ações e dados de casos referente a intoxicação por metanol
TARCÍSIO ATUALIZA DADOS DO CASO METANOL Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, admitiram que ele vem pedindo votos contra a medida provisória do governo que aumenta a impostos sobre aplicações financeiras. A proposta prevê a uniformização na cobrança de Imposto de Renda sobre os ganhos com os investimentos em 18%. A MP poderia render até R$ 17 bilhões ao governo em 2026, além evitar gastos a uma expectativa de R$ 10 bilhões. Tarcísio estaria pedindo para os partidos de centro se posicionarem contra a medida provisória, em uma tentativa de enfraquecer o governo e projetar a direita para as eleições presidenciais do ano que vem.

Caso a medida provisória caduque, o governo poderá enviar um novo projeto de lei ao Congresso, prevendo trechos da proposta vencida. Por abordar o aumento de impostos, dificilmente os temas poderiam ser tratados por decretos presidenciais.

A MP que taxa as aplicações financeiras foi aprovada ontem em comissão especial, por uma margem apertada de votos. O texto segue para o plenário da Câmara hoje e precisa ter a votação finalizada no Senado até o fim da noite, quando vence a medida provisória. Deputados estimam que faltam ao menos 50 votos para o governo conseguir aprovar a MP na Câmara.

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Para tentar avançar com o texto, a estratégia das lideranças do governo será cobrar setores beneficiados com concessões, como a bancada do agronegócio, para votarem favoravelmente. Na terça-feira, o governo cedeu a pressão dos parlamentares ligados do setor e manteve a isenção do Imposto de Renda sobre as LCAs, Letras de Crédito do Agronegócio, uma modalidade de investimento. Para o governo, não há mais mudanças no texto a serem feitas.

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