CBF: Manual de Competições, no papel, é um avanço. Mas, e a Fiscalização?

História recente da CBF e de várias federações estaduais não ajuda a criar confiança imediata

  • Por Wanderley Nogueira
  • 31/01/2026 13h00
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Divulgação/CBF Sede da CBF Sede da Confederação Brasilira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro

A CBF divulgou o novo Manual de Competições para 2026. À primeira vista, trata-se de um avanço claro e bem-vindo. Entre os pontos positivos estão:

  • Modernização das normas;
  • Unificação de regras que antes estavam espalhadas em vários documentos;
  • Alinhamento com padrões internacionais da FIFA e UEFA;
  • Vedação expressa à multipropriedade, para evitar conflitos de interesse;
  • Maior ênfase em integridade, direitos humanos e Fair Play Financeiro.

O documento completo está disponível nas redes e no site da CBF. É longo, mas vale a consulta para quem acompanha o tema de perto. O grande porém continua sendo o de sempre: fiscalização.

A história recente da CBF e de várias federações estaduais não ajuda a criar confiança imediata.

Regras bonitas no papel já existiram antes; o que falta, historicamente, é aplicação consistente, sem “jeitinho” ou tratamento diferenciado. Ainda é cedo para ver resultados práticos.

O verdadeiro teste virá nos primeiros casos concretos da temporada: o Fair Play Financeiro será realmente cobrado?
As punições, quando necessárias, vão sair de forma isonômica e tempestiva?

Resumindo: no papel, o Manual representa um passo importante de modernização e compromisso com boas práticas. Mas o sucesso (ou fracasso) vai depender da coragem e da consistência na hora H.

Por enquanto, o melhor conselho é um otimismo cauteloso.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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