CBF: Manual de Competições, no papel, é um avanço. Mas, e a Fiscalização?
História recente da CBF e de várias federações estaduais não ajuda a criar confiança imediata
A CBF divulgou o novo Manual de Competições para 2026. À primeira vista, trata-se de um avanço claro e bem-vindo. Entre os pontos positivos estão:
- Modernização das normas;
- Unificação de regras que antes estavam espalhadas em vários documentos;
- Alinhamento com padrões internacionais da FIFA e UEFA;
- Vedação expressa à multipropriedade, para evitar conflitos de interesse;
- Maior ênfase em integridade, direitos humanos e Fair Play Financeiro.
O documento completo está disponível nas redes e no site da CBF. É longo, mas vale a consulta para quem acompanha o tema de perto. O grande porém continua sendo o de sempre: fiscalização.
A história recente da CBF e de várias federações estaduais não ajuda a criar confiança imediata.
Regras bonitas no papel já existiram antes; o que falta, historicamente, é aplicação consistente, sem “jeitinho” ou tratamento diferenciado. Ainda é cedo para ver resultados práticos.
O verdadeiro teste virá nos primeiros casos concretos da temporada: o Fair Play Financeiro será realmente cobrado?
As punições, quando necessárias, vão sair de forma isonômica e tempestiva?
Resumindo: no papel, o Manual representa um passo importante de modernização e compromisso com boas práticas. Mas o sucesso (ou fracasso) vai depender da coragem e da consistência na hora H.
Por enquanto, o melhor conselho é um otimismo cauteloso.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.


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