Corinthians é ‘zebra perfeita’ no Mané Garrincha
A defesa do Corinthians foi sólida, organizada e, acima de tudo, eficiente
Dois a zero. Jogo único, Mané Garrincha, Brasília. Corinthians 2 x 0 Flamengo.
Você já deve ter ouvido a máxima clássica do futebol brasileiro: “disputa de título não se joga, se ganha”.
Pois bem, o Timão levou isso ao pé da letra na noite em que conquistou a Supercopa Rei.O Flamengo dominou a posse de bola, pressionou bastante — especialmente no primeiro tempo e mesmo depois de ficar com um jogador a menos —, mas esbarrou em uma muralha corintiana.
A defesa do Corinthians foi sólida, organizada e, acima de tudo, eficiente. Nos contra-ataques, o time soube ser letal: finalizações certeiras, gols no momento certo.
Filipe Luís colocou todas as suas estrelas em campo. Escalou o que tinha de melhor. Tentou o empate a todo custo para levar a decisão aos pênaltis.
Não conseguiu.
Mais de 71 mil pessoas lotaram o Mané Garrincha — recorde no estádio. Frente a frente, as duas maiores torcidas do país.
Nunca é só um jogo de futebol. Nunca é só uma decisão de título.
De um lado, o clube mais rico do Brasil, da América do Sul e um dos mais poderosos financeiramente do mundo.
Do outro, um Corinthians que luta para estancar a hemorragia nos cofres e que se aproxima perigosamente dos três bilhões de reais em dívida.
Enquanto o Flamengo anunciava a contratação mais cara do futebol brasileiro — Lucas Paquetá, reforço de peso para um elenco já recheado de estrelas —, o Corinthians divulgava, no mesmo dia, um déficit de 250 milhões de reais apenas nos últimos 11 meses.
E ainda assim… o favorito não levou.
Claro que o Flamengo segue com um potencial enorme para um ano brilhante. Tem elenco, estrutura, investimento.
Mas o Corinthians, nesse 2 a 0, sentiu — e com razão — que 2026 pode ser um ano bem menos desesperador do que os anteriores.
Sim, em jogo único tudo pode acontecer.
Zebra nas casas de apostas, zebra dentro de campo.
O futebol segue sendo o único esporte em que um time pode entrar quatro vezes mais caro, com elenco estrelado, torcida gigantesca, investimento avassalador… e ainda assim sair derrotado.
E o mundo inteiro aceita isso como parte do jogo.
É exatamente por isso que o futebol continua sendo tão apaixonante.
Nessa Supercopa Rei, o Corinthians vestiu a capa da “zebra perfeita”.
E venceu.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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