John Textor DEMITIDO: Ascensão e Queda do ‘Império’?
Americano perdeu o cargo de diretor da holding controladora do seu grupo de clubes
Por
Wanderley Nogueira
01/02/2026 14h38
JUAN MABROMATA / AFPEmpresário americano e dono do Botafogo, John Textor, acena para o time brasileiro Palmeiras durante a partida das oitavas de final do Mundial de Clubes da FIFA 2025, no Lincoln Financial Field Stadium, na Filadélfia
O assunto tem espaço no futebol brasileiro e europeu: John Textor foi demitido.
O americano, que por anos se apresentou como o grande visionário do futebol multipropriedade, perdeu o cargo de diretor da holding controladora do seu grupo de clubes. A decisão partiu da Ares Management, principal credora do conglomerado, e teve efeito imediato. Textor está fora do Lyon.
E não foi por falta de tentativa: ele chegou a articular uma manobra ousada para recuperar o controle, revogando diretores independentes. A resposta do conselho foi imediata e dura — horas depois, o próprio Textor foi removido da diretoria da holding.
Ele ainda promete brigar na justiça para reverter o quadro, mas o cenário é extremamente desfavorável.
E no Botafogo? No Brasil, a situação não é muito diferente. Textor segue como figura principal do Botafogo SAF apenas por força de uma liminar judicial obtida em outubro do ano passado. Essa posição, porém, está cada vez mais ameaçada e incerta.
A crise com a Ares compromete diretamente os aportes prometidos, a estabilidade do controle da SAF e o planejamento financeiro do clube para os próximos anos.
Uma trajetória de ascensão e queda meteórica O que vimos nos últimos anos foi um roteiro clássico: ambição multimilionária, modelo “inovador” de multipropriedade de clubes e compras de grandes marcas (Lyon, Botafogo, Molenbeek, entre outros).
Glórias passageiras e muito barulho na mídia…
Colapso acelerado nos últimos meses, puxado por dívidas, brigas com credores e problemas graves de gestão. O que subiu rápido demais… desceu na mesma velocidade. A Ares assumiu, na prática, o controle efetivo do grupo. Textor, que se vendia como o grande mandatário, hoje está encostado — especialmente no Botafogo, onde o futuro nunca esteve tão nebuloso.
É o fim – ou pelo menos uma pausa forçada – de um dos projetos mais ambiciosos e, ao mesmo tempo, mais polêmicos do futebol moderno.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.