Comissão de Direitos Humanos da Câmara descobre benefícios de Dirceu

  • Por Jovem Pan
  • 30/04/2014 10h55

Reinaldo, então a Comissão de Direitos Humanos da Câmara foi à Papuda e descobriu os privilégios de José Dirceu?

Exatamente, que vida boa hein, José Dirceu? A partir das 15h45min de ontem, quando começou a surra do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, eu, por exemplo, estava ocupado em fazer o meu blog, em preparar um programa de rádio que ia ao ar às 18 horas, em ler a respeito das peripécias dos políticos brasileiros, em saber, afinal de contas, que diabo a Comissão de Direitos Humanos havia encontrado na Papuda.

É estupefaciente que essa Comissão tenha se deslocado até o presídio para constatar como “sofre” este patriota, José Dirceu. Até parece que há poucos problemas nos presídios brasileiros, não é mesmo? Heis uma das razões porque as esquerdas não suportavam que a comissão fosse presidida pelo deputado Marco Feliciano, do PSC de São Paulo.

Aquela história de Cura Gay, projeto que de resto nunca existiu, esta é uma das maiores mentiras contadas na política brasileira nos últimos anos, era pura cascata. Esses valorosos moralistas gostam de aparelhar entes do Estado para protegê-los de sua turma.

Vejam lá, o presidiário Dirceu fez o que Reinaldo Azevedo, presidiário do trabalho e do suor do próprio rosto, não pôde fazer: ver o show de bola do Real Madrid e de Cristiano Ronaldo, numa TV de plasma.

Segundo relato do deputado Arnaldo Jordi, que é do PPS do Pará, a cela do petista é a maior do Complexo. Equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 metros quadrados no Centro de Internamento e Reeducação, cujas celas têm padrão de 15 metros quadrados e reúnem até quatro detentos. Ele, vocês entenderam, fica sozinho.

O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro. Não me surpreende, heis o Zé, isso o define. Quando militante estudantil ele não era exatamente um carregador de piano, gostava era dos grandes momentos, das apoteoses.

Quando veio de guerrilha em Cuba ganhou fama de preguiçoso, não deve ter matado ninguém com as próprias mãos porque de fato nunca aprendeu a atirar. Quando voltou ao Brasil como clandestino, virou marido de uma peque empresária, levando a vida boa. Chegou a Anistia e ele se mandou.

No governo Lula, sempre foi fiel à causa, mas tinha o seu próprio aparato. Cassado e sem cargo, virou um consultor de empresas privadas muito bem sucedido, que operava em quartos de hotel onde recebia autoridades da República. O Zé, em suma, não se aperta. O socialismo, também o seu, é mesmo um sistema para assegurar privilégios.