Cuba envolve Brasil em escândalo internacional; veja

  • Por Jovem Pan
  • 15/04/2014 11h29

Reinaldo, quer dizer que Cuba acabou enrolando o Brasil num escândalo internacional de tráfico de armas?

É, acabou sim. É no que dá se meter com bandidos como Raul Castro, ditador cubano. Explico o rolo. O BNDES enfiou 682 milhões de dólares no porto de Mariel, em Cuba, inaugurado por Dilma Rousseff em Janeiro deste ano. E Raul usou aquela estrutura para tentar traficar armas para a Coreia do Norte.

A história é a seguinte: em quatro de Junho, o cargueiro Xong Xongang parou em Havana, onde descarregou rodas automotivas e outros produtos industriais. Em 20 de Junho o navio aportou secretamente em Mariel, lá o material bélico foi embarcado. Em 22 de Junho o Xong Xongang chegou a Puerto Padre, onde recebeu a carga de açúcar, que seria usada na tentativa de esconder o armamento.

A maior parte da mercadoria clandestina era formada por componentes que seriam usados em mísseis terra-ar, dos modelos C75, Volga e C125 Pecora. Dois caças MIG 21desmontados estavam no carregamento. Muita munição foi encontrada. Também havia lançadores de mísseis, peças de radares, antenas, transmissores e geradores de energia.

Para diminuir os riscos, parte do material enviado recebeu uma nova mão de tinta. Os contêineres perderam a cor verde, indicativa da carga militar, e foram pintados de azul. Coisa de bandido. Está tudo detalhado num relatório do Conselho de Segurança da ONU, segundo o qual a carga foi aceita pelo navio sem os documentos básicos de envio, recibos, relatórios de carregamento, de inspeção de carga, etc.

O navio levava declaração falsa de que carregava apenas açúcar mascavo. Não fosse o flagrante dado pelo governo do Panamá, quando o navio atracou no porto de Mansanilho, no lado Atlântico do canal, a ditadura do outro anãozinho tarado teria recebido a carga, contrariando leis internacionais.

O que isso significa? Ao financiar um porto em Cuba, contribuindo para romper o relativo isolamento do regime ditatorial, o Brasil se torna uma espécie de sócio de suas bandalheiras. Estamos diante de mais uma evidência de desastre da política externa brasileira, e não adianta vir com a história de que o Brasil não pode se responsabilizar pelas porcarias feitas pelo governo cubano.

Quem mete a mão em cumbuca sabe que está correndo o risco. O pretexto, supostamente meritório, para financiar o porto de Mariel é humanitário. Vejam lá o que Raul Castro está fazendo com a generosidade brasileira.