De gerentona a ignorante: o que não se faz para fugir da polícia?

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2017 07h57
Brasília - A presidenta afastada, Dilma Rousseff, faz sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/ Agência Brasil Dilma Rousseff

Dilma Rousseff já foi – faz tempo – executiva competente, a mãe do PAC, autoridade também em matéria energética. Mas isso – essa mentira – a propaganda petista não conseguiria sustentar. Não há mistificação de capacidade que resista à exposição de quase seis anos de um governo Dilma.

Ela então se tornou vítima. Presidiu o país, foi reeleita – mas nunca soube de nada, a pobre enganada. De súbito, então, a gerentona centralizadora – que controlava tudo quanto fosse relativo à Petrobras – se transformou em tapada, um atestado público de incompetência. É incrível o papel que as gentes assumem para fugir da polícia. Havia, porém, método na ignorância escolhida; porque, sim, tudo bem, assumo, sou ignorante – mas uma ignorante honesta.

Não importa se alguém de fato acreditou nisso. Era, com otimismo, uma honestidade improvável. Mas a coisa prosperou, amplamente veiculado pela influente propaganda petista.

E então chegamos à quinta-feira, 4 de maio de 2017, dia em que o Brasil foi informado de que Dilma Rousseff, na condição de presidente da República, repito, presidente da República, vazou para seus marqueteiros, através de e-mail fictício e em linguagem cifrada, que a Lava-Jato se aproximava deles.

Ponto final.