Decisão da alta corte italiana mostra que o STF é respeitado por lá

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2015 22h13

Que novidades trás ao cenário político brasileiro a notícia da prisão de Henrique Pizzolato em Módena, onde ele está morando, na Itália, depois de ter fugido pra lá com o passaporte do irmão?

Pois é, a alta corte da justiça italiana em Roma desconsiderou a decisão da justiça em Milão que negou a extradição a Henrique Pizzolato, ex-diretor da marketing do Banco do Brasil, condenado no processo do mensalão por crimes de corrupção, formação de quadrilha, entre outros.

A alta corte italiana autorizou a extradição e passou a decisão ao ministro da Justiça, o jovem Andrea Orlando, de origem comunista, mas hoje muito ligado ao primeiro ministro Matteo Renzi que é uma das grandes revelações da política européia nos últimos anos. Desde o ano passado ele é o ministro da justiça e ele que vai decidir se vai ser extraditado ou não.

Os advogados de Pizzolato acham que ele pode repetir a decisão de 2001 quando eles não permitiram a extradição de um banqueiro fraudulento, Caxola.

O pessoal da defesa do Pizzolato está comemorando como se isso fosse ser repetido automaticamente. Além do mais, os advogados citam o caso de Cesare Battisti, que o supremo passou a bola para o Lula e o Lula não deixou extraditar, então que não há reciprocidade.

Haja ou não reciprocidade, a decisão da justiça italiana elimina um dos mais fortes argumentos de Pizzolato, de seus advogados e também dos criminosos do PT condenados no mensalão, de que houve um julgamento político e que eles não tiveram defesa.

A justiça italiana disse que o julgamento foi correto, tiveram plena defesa e a Itália é um Estado democrático de direito e não há por que a Itália ser acusada de qualquer tipo de má vontade em relação à esquerda no Brasil.

Seja qual for a decisão do ministro da justiça italiano, o certo é que essa decisão da justiça italiana já demonstra claramente que os julgamentos do Supremo estão sendo respeitados lá, que o Pizzolato é um bandido mesmo, é um criminoso, e isso torna o mensalão completamente ligado a dinheiro público, porque ele admnistrava fundos do visanete, do Banco do Brasil, que foi depois presidido por Aldemir Bendini, que agora está presidindo a Petrobras.

Aldemir Bendini entrou, aliás, no lugar de Pizzolato. Ou seja, é uma longa confissão que não pode mais ser desmentida.