Depoimento de Emílio Odebrecht revela nostalgia e “código de ética” da corrupção
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Foi um vazamento ou uma divulgação do depoimento e Emílio Odebrecht?
No início do vídeo há uma conversa entre moro e os advogados, quando há um pedido para deixar a fala em sigilo. Moro avisa Odebrecht que ele tem o compromisso de dizer a verdade, já que assumiu compromisso de ser colaborador, mesmo depondo em caso que envolve o filho, Marcelo.
Os vídeos vieram à tona e foram para a internet. Segundo os procuradores, houve uma falha no “eproc”, o sistema eletrônico de armazenamento de vídeos online. Um funcionário teria deixado por cerca de dois minutos o conteúdo disponível, o suficiente para que ele se epalhasse.
Em despacho, Moro diz que não pode punir a divulgação do vídeo pela liberdade de imprensa. O magistrado se precavê também e afirma que não interfere em ações no Supremo com foro.
Nostalgia
Emílio Odebrechtr afirma que seu pai já praticava caixa dois. Há até certa nostalgia quando afirma que não era tão complicado em seu tempo.
Era mais simples. Emílio descreve algo parecido como um código de ética da corrupção dentro da empresa. Desde sempre (é praticada a doação), ou se dá para todo mundo, ou não se dá para ninguém, afirmou.
Palocci aliviado?
Emílio disse que não sabe se aquele “italiano” era daquele depoimento específico, mas ele disse que pode ser também o “nosso Palocci”.
O ex-ministro agia como intermediário dos interesses da Odebrecht no governo, isso fica claro. Várias pessoas de ascendência italiana tinham esse apelido.
Emílio Odebrecht não livrou Palocci em momento algum.
O seu processo está em fase avançada de sentenciamento.
Muito provavelmente Antonio Palocci será condenado.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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