Dilma já começa a fazer a mudança do Alvorada para casa em Porto Alegre

  • Por Jovem Pan
  • 25/08/2016 08h49
EFE - Presidente Dilma Rousseff rampa

Dilma Rousseff já começou a fazer a mudança para Porto Alegre, num sinal de que nem ela mesma tem confiança de que o impeachment possa ser revertido.

Boa parte da mudança já seguiu do Palácio da Alvorada, em Brasília, para a capital gaúcha, onde a petista mora com a família.

O sempre diligente assessor Giles Azevedo se encarregou de transportar pessoalmente uma parte dos bens da presidente afastada.

A saída definitiva do Alvorada de Dilma será acompanhada de ex-assessores e ex-ministros, após a confirmação definitiva da cassação de Dilma, que deve ocorrer até a próxima quarta-feira (31).

Por enquanto não há previsão de que sua filha e netos venham de Porto Alegre até Brasília para participar do ato de saída da residência oficial da Presidência.

Senadores aliados e a cúpula do PT, que virou as costas para Dilma nos últimos dias, também não estão confirmados ainda na caravana que acompanhará a presidente afastada em sua última homenagem.

A executiva do Partido dos Trabalhadores se recusou, na última segunda-feira (22) a dar aval à proposta de Dilma de fazer um plebiscito sobre novas eleições caso o Senado deixe de cassar seu mandato.

Os próprios senadores petistas ficaram “vendidos” com a discordância pública entre Rousseff e o PT. Mesmo assim, eles devem fazer seu papel diante das câmeras e insistir na tese do golpe durante a fase final do julgamento da presidente afastada.

Assim que tudo estiver terminado, porém, eles devem considerar Dilma uma “página virada”, ou “carta fora do baralho”.

Contexto

O julgamento do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) começa nesta quinta-feira (25) às 9h com o depoimento de testemunhas. A petista é acusada de ter atrasado conscientemente repasses do Tesouro a bancos estatais, configurando empréstimos proibidos pela lei de responsabilidade (as chamadas “pedaladas”), além de editar decretos de uso do Orçamento sem a aprovação prevista do Congresso. O objetivo seria “maquiar” as contas públicas e esconder o rombo fiscal.

Dilma deve ser definitivamente afastada do cargo até a manhã de quarta-feira da semana que vem (31), segundo as expectativas do governo interino de Michel Temer. Os petistas aliados, há 13 anos do poder, tentam porém postergar ao máximo a provável destituição, utilizando todo o tempo de perguntas e inquirição às testemunhas e à própria Dilma Rousseff, que deporá pessoalmente no Senado no dia 29, segunda-feira que vem.