Doria indexará contratos da Prefeitura pela inflação futura

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2017 09h24
SP - FEIRA/ALCKMIN/DORIA - GERAL - O prefeito de São Paulo, João Doria, visita a Couromoda 2017, feira especializada em calçados e acessórios, no Centro de Exposições Center Norte, na zona norte da capital paulista, neste domingo (15). 15/01/2017 - Foto: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDOAE - Prefeito de São Paulo

João Doria Jr. tentará reduzir em 15% todos os contratos da Prefeitura de São Paulo. Além disso, o prefeito negociará um corte de 30% no valor dos aluguéis de prédios ocupados por órgãos dos municípios. O decreto que estabelece direções para o uso do orçamento da capital paulista será publicado já nesta semana.

Além do valor dos contratos, Doria tentará estabelecer uma novidade na renegociação dos termos. A Prefeitura estabelecerá por meio desse mesmo decreto a meta futura de inflação anunciada pelo Banco Central como indexador para os reajustes anuais de todos os contratos. Hoje, o índice verificado é a inflação passada, seja pelo IPCA ou o INPC. A informação é da colunista Jovem Pan Vera Magalhães.

Doria crê que a medida será aceita pelos donos dos imóveis que a Prefeitura usa. Ele argumenta que a redução nos aluguéis já ocorreu na iniciativa privada, por conta da crise nos últimos anos. Além disso, não valeria a pena para os proprietários perder um locatário como o governo da cidade, que não costuma atrasar os pagamentos.

Os dois cortes serão supervisionados pela secretaria da Fazenda do município, a antiga Finanças. No caso dos contratos, os secretários de cada pasta coordenarão os ajustes, uma vez que há especificidades em cada área, e a Fazenda acompanhará o processo. Já no caso dos aluguéis, Caio Megale, o secretário da Fazenda, nomeou uma pessoa especificamente para fazer a renegociação dos contratos.

As renegociações se mostraram necessárias para as equipes de Doria pois o orçamento deixado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) possui, em várias áreas, não apenas no subsídio aos ônibus, gastos previstos para 2017 menores do que o já gasto em 2016.