Freixo é o Trump do miolo ainda mais mole… Que tal fuzilar os pretos e pobres do Rio que não votaram nele?

  • Por Reinaldo Azevedo/Jovem Pan
  • 01/11/2016 11h59
Trump e Freixo - montagem EFE e REP

Marcelo Freixo, o candidato derrotado do PSOL à Prefeitura do Rio, é o Donald Trump cujos miolos foram um tanto amolecidos pelo sol dos trópicos. Autoritário, ele também é. Só que socialista…

O derrotado concedeu uma entrevista meio furibunda para falar de sua… derrota. Entendi que ele só vai reconhecer o resultado caso o seu adversário, que venceu, adote o programa que foi descartado nas urnas — afinal, este notável pensador da democracia deixou claro que a sua proposta de governo, embora perdedora, é a verdadeiramente legítima. É espantoso!

E não menos absurda é a tese de que foi a Igreja Universal que elegeu Marcelo Crivella, do PRB. Ora, trata-se só de preconceito contra os evangélicos. Um preconceito que, na verdade, tirou votos de Crivella. Assim, o seu vínculo com a religião mais o prejudicou do que ajudou. Explico o que quero dizer.

Já lembrei aqui que Eduardo Paes venceu a eleição no Rio, em 2012, no primeiro turno, com 2.097.733. Quase todos os ditos conservadores estavam com ele, além de PCdoB e PT. Marcelo Freixo, do PSOL, ficou em segundo lugar, com 914.082.

Desta feita, os candidatos centristas e conservadores se dividiram. Todos estes partidos estavam com Paes e tiveram candidatos em 2016:
PRB: 27,78%
PSC: 14%
PMDB: 16,12%
PSD: 8,89%

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Só aí, temos 66,79% dos votos. Ou por outra: essa gente não queria Marcelo Freixo. Quando este vai para o segundo turno com Crivella, o natural é que boa parte do eleitorado migrasse para o nome do PRB, ora essa! Queriam o quê?

Lamento, mas não foi a Universal que elegeu Crivella; foi a população do Rio. Não foi o eventual elemento religioso de sua candidatura que decidiu a sorte da Prefeitura, mas o fato de que a esmagadora maioria do eleitorado deixou claro que não queria um candidato de esquerda.

A verdade é que, em vez de ajudar a eleger Crivella, a Universal até atrapalhou na reta final. A campanha contra a igreja foi violenta. Tanto Freixo como a imprensa bateram nessa tecla, tentando forçar quase o candidato a uma abjuração.

É a lógica elementar que evidencia que o “medo da Universal” acabou contribuindo para que muitos eleitores deixassem de comparecer às urnas (26,85%) ou, então, votassem em branco ou anulassem.

Assim, a Universal não elegeu Crivella. Quem o fez foi o eleitor do Rio.

Universal

Alguns bananas andaram me atacando aqui e ali porque já escrevi e afirmei na TV e no rádio que teria, sim, votado em Crivella se tivesse domicílio eleitoral no Rio. Era a única coisa a fazer entre os dois Marcelos. Sou católico, não evangélico. E um católico tem o compromisso com o mal menor.

O que eu penso de Edir Macedo e de sua teologia? Há aqui um  conjunto de textos. Os curiosos podem pesquisar. Quando ele recorreu ao Eclesiastes para defender o aborto, o que é uma aberração, bati pesado na sua leitura. E fiquei praticamente sozinho. A esquerda não deu um pio.

Atenção! Os esquerdistas moralmente depravados têm uma escala do ódio. No topo dessa hierarquia do mal, está o feto. Qualquer defensor do aborto sempre lhes parecerá simpático. Quando Macedo andava pra cima e pra baixo com Lula e com Dilma e quando pôs a sua televisão para veicular os valores do petismo, os esquerdistas se calaram.

Mais do que isso: quando a TV Record abrigou parte dos blogueiros sujos de esquerda, que se acoitavam na emissora para atacar “a direita”, também não se ouviu um pio, certo? Agora, quando os petistas caíram em desgraça e quando um egresso da Universal enfrenta um esquerdista nas urnas, então é hora de demonizar NÃO A UNIVERSAL QUE APOIAVA LULA, DILMA E O ABORTO, MAS A UNIVERSAL QUE SERIA CONTRÁRIA ÀS DITAS MINORIAS INFLUENTES.

Dou uma solene banana para essa gente. A prova de que o socialismo morreu é que ele passou a depender dos ricos da Zona Sul. A prova de que o socialismo morreu é que hoje ele é apenas um devaneio de maconheiros da Zona Sul. “Ora, Reinaldo, será que maconheiros não votaram em Crivella?” É possível que sim. Mas os da Zona Oeste e Norte. No Rio, os fumos não se misturam com essa facilidade.

Enquanto o PT e esquerdistas serviam a Edir Macedo e vice-versa, nunca ninguém se lembrou do caráter agora dito reacionário na Igreja Universal.

Quando o dito “povo”, no entanto, não vota segundo os desígnios dos sábios da Zona Sul e seu progressismo de esquerda com vista para o mar, aí, então, o povo é demonizado.

Ora, sugiro que os esquerdistas do PSOL assinem uma PEC reinstituindo o voto censitário no Brasil. Só iriam às urnas as pessoas a partir de determinada renda — os ricos. O Brasil certamente seria mais esquerdista do que é hoje.

Lênin também achava o povo reacionário. Quando é que os artistas descolados de Ipanema, Leblon, Copacabana e Laranjeiras vestirão bata branca e pedirão que os pobres e pretos reacionários sejam passados na ponta do fuzil?

Essa gente atrapalha a revolução.