Gilberto Carvalho e Bolsonaro perderam a calma

  • Por Jovem Pan
  • 11/12/2014 17h08

Pergunta: Nêumanne, por que no fim de ano as pessoas estão perdendo a calma com tanta facilidade, primeiro o Secretário-Geral da Presidência, o Gilberto Carvalho, agora o Deputado Jair Bolsonaro. Será o oposto do espírito natalino?

Resposta: Numa reunião com as associações e corporativa de agricultura orgânica, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, disse que o governo sofre perseguição e disse que […] porque tenta funcionar de fato o estado em que fuinciona a maioria.

Ele chamou Aécio Neves, que teve 51 milhões de votos, de playboyzinho. Quando o Gilberto Carvalho chama Aécio Neves de playboyzinho, ele está ofendendo 51 milhões de eleitores, se ele quer ter uma vida pública, ele tem que deter um pouco a língua. O Aécio não se fez de não se fez de […], e disse exatamente o seguinte: “os termos que o ministro usou para se referir a um senador da República só reflete a sua baixa estatura política, depois de 12 anos como ministro de estado, a principal marca de sua biografia será sempre seu envolvimento com as graves denúncias de corrupção na prefeitura de Santo André, que culminou com o assasssinato do prefeito ainda hoje não esclarecido”.

O Aécio puxou um assunto velho que eu venho sempre aqui falando, e o Gilberto Carvalho nunca vai escapar dele, como agora não vai escapar desse […] contra 51 milhões de brasileiros. No mesmo dia o senhor Jair Bolsonaro, deputado federal, no plenário da Câmara, disse que só não estuprava a deputada e ex-ministra de direitos humanos, Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, porque ela não merece.

Olha, o Jair Bolsonaro vive procurando sarna pra se coçar, ele vive fazendo declarações duras, direitistas, radicais, nostalgicas da ditaturas porque ele pensa, e deve ter porque é eleito com facilidade, um eleitorado que concorda com ele. Agora, isso é outra coisa. O que ele cometeu na sessão de terça-feira, na Câmara, não é algo que possa ser aceitado, é absolutamente inaceitável de um deputado e qualquer cidadão, uma descortesia completamente absurda e, sobretudo, mostra que ele não pode nem ser vítima de um processo por quebra de decouro, mas sim, por falta de sanidade mental, ele deve passar por uma junta que ateste que ele não tem condições de saúde mental para exercer o seu mandato e deve ser cassado. Faço coro com Ricardo Noblat e outros companheiros que escreveram a esse respeito, já está na hora de calar a boca e deter esse senhor.