Governo quer recriar imposto sobre combustíveis

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2014 12h14

Que coisa, hein, Reinaldo? Em vez de cortar gastos, o governo quer recriar um imposto sobre combustíveis, é isso?

Essa Dilma Rousseff… Nesta terça, ficamos sabendo que a “represidenta” pretende dar uma freada nas generosidades do BNDES, diminuindo, na prática, o seu peso no financiamento da economia. Já não era sem tempo, não é mesmo? Afinal, o governo pega dinheiro do mercado a 11,25%, transfere parte da bufunfa para o banco, que o empresta a 5% a alguns escolhidos. Mas todos pagam a conta. Uma lindeza! Nesta quarta, mais uma notícia a revelar um governo nas cordas. Dilma vai, na prática, elevar o preço dos combustíveis, mas, desta feita, não para diminuir o rombo da Petrobras, mas para diminuir o rombo do… governo. E como será feito? Com a volta do imposto, chamado eufemisticamente de “contribuição”.

A Folha informa que, no pacote de medidas para minorar os descalabros das contas públicas, Guido Mantega incluiu a volta da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). A cobrança, estima o governo, pode arrecadar até R$ 14 bilhões. O Planalto também está de olho, informa o jornal, no seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte; os dois primeiros itens atingem cerca de R$ 45 bilhões por ano.

A presidente Dilma esteve nesta terça com Joaquim Levy e Nelson Barbosa, futuros ministros da Fazenda e do Planejamento, respectivamente. A intenção é fechar um conjunto de medidas que seriam divulgadas junto com a oficialização da nova equipe. Mantega deve passar o bastão na segunda, mas se despede já na sexta. Ufa! Já não era sem tempo.

Voltar a cobrar a Cide corresponde a tentar reequilibrar as contas aumentando imposto, em vez de cortar gastos. Dilma certamente sabe que não é uma medida simpática, o que evidencia o desespero do governo. Mas aguardemos o conjunto de medidas para saber se a lógica abraçada será mesmo a de bater um pouco mais a carteira da sociedade em vez de o governo passar a gastar de forma mais responsável.

PINGO FINAL:

O meu Pingo Final desta quarta começa com uma interrogação. Para onde vai o governo Dilma? Até agora, vimos a presidente da república aplicar, de forma sistemática, as medidas que, “malévolamente” a candidata Dilma afirmava pertencer ao cardápio de intenções de seu adversário. Reajustou as tarifas de energia, elevou o preço dos combustíveis, pretende reduzir o peso do BNDS no financiamento da economia e, ficamos sabendo hoje, prepara a volta de um imposto sobre combustíveis, o que certamente elevará o preço do produto.

Para conduzir a economia, Dilma substitui a tolerância com a inflação de um Guido Mantega, por um severo administrador do caixa, que é Joaquim Levy. Na Agricultura o nome dado como certo é o de Kátia Abreu (PMDB-TO), que não compartilha, felizmente, de alguns dogmas da esquerda petista no que diz respeito a produção agropecuária. Já para a Secretaria Geral da presidência, o escolhido deve ser Miguel Rossetto, que pertence à uma corrente de esquerda do petismo. Um besouro voa, ouvintes! Mas ele voa ali, no limiar das leis da aerodinâmica. Voa daquele jeito, pesadão, desengonçado, aterrissando sempre num tombo…

Como Dilma vai conciliar responsabilidades das contas públicas, com os amanhãs sempre sorridentes prometidas pelo PT, mais as pressões da esquerda de seu partido como se os fundos do caixa não tivessem fundo? Não sei!, tem cara de voo de besouro. Sai do chão, mas não custa muito… catapimba!