Haddad e Alckmin discutem enquanto o povo sofre a pé

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2014 18h30

Nêumanne, a briga eleitoral em torno dos transportes públicos em São Paulo vai trazer alguma vantagem para o governador e para o prefeito da capital?

Chega a ser pungente ver o coitado do trabalhador brasileiro indo a pé de casa para o trabalho e vice-versa, ficar horas esperando ônibus, passar horas dentro de um raro ônibus, enquanto isso, as duas autoridade responsáveis pela ordem pública e pela mobilidade urbana em São Paulo ficam com suas equipes discutindo de quem é a culpa de quê. Se a polícia agiu, se a polícia não agiu.

Vamos começar esclarecendo o seguinte: em primeiro lugar, o senhor Fernando Haddad não tem autoridade moral pra nada. Parte dessa grande mobilização de ativistas paralisando a cidade e impedindo os cidadão paulistano de exercer seu direito constitucional de ir e vir, se deve à sua qualidade não de administrador, mas de agitador. Subir em carro de som e prometer mundos e fundos para invasores de terrenos e participar de negociações – ou na calada da noite ou em aberto. Pelo amor de deus, o cara não tem a mínima noção do que que é administrar uma cidade desse tamanho, um orçamento desse tamanho e age como se fosse um dirigente estudantil.

Mas o governador Geraldo Alckmin não pode entrar nesse jogo de ficar discutindo a ação da polícia. A polícia está tendo uma atuação ridícula. Vamos fazer uma comparação: os sem-teto, que estão acampados à beira do Itaquerão, tentaram invadir o estádio da abertura da Copa e foram impedidos pelas torcidas organizadas do Corinthians. Se as torcidas organizadas do Corinthians conseguem impedir a invasão do Itaquerão, por que é que a polícia armada com toda a estrutura e o monopólio da repressão do estado democrático de direito não consegue impedir que dissidentes de um sindicato ou gente que tá dando uma de a mão do gato no sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus de algumas, algumas viações que fazem o transporte da zona leste parar a cidade atravessando ônibus em terminal ou então estacionando em faixa. Pelo amor de deus!

Quer dizer, é preciso ser muito cego ou achar que todo mundo é estúpido de não ver… É um absurdo que dois ou três ativistas radicais querendo aparecer consigam impedir o cidadão de ir pro trabalho, pro lazer, pro hospital, para que suas reivindicações justas ou absurdas sejam ouvidas pelo país todo.

Ora, não é hora de ficar discutindo, afinal de contas, não é a eleição que está sendo disputada. A eleição já foi vencida por eles. Eles agora têm que administrar e cuidar do cidadão.