Hillary Clinton não pode se queixar

  • Por Caio Blinder
  • 09/06/2016 10h48
PFX11. NUEVA YORK (EE.UU.), 07/06/2016.- La precandidata a la presidencia de EE.UU. por el partido Demócrata Hillary Clinton saluda a seguidores hoy, martes 7 de junio de 2016, al final de la Noche de elecciones primarias en Brooklyn, Nueva York (EE.UU.). Clinton se proclamó hoy vencedora de las primarias demócratas que se han disputado en los últimos meses en Estados Unidos como parte de la carrera electoral para llegar a la Casa Blanca. EFE/PETER FOLEY EFE/PETER FOLEY Hillary Clinton após noite de eleições primárias em Brooklyn

 Hillary Clinton não pode se queixar.

Ela está na sua semana de consagração como candidata democrata à presidência dos Estados Unidos. Claro que nem todos celebram. Hillary é uma figura pública que divide, que gera controvérsias, até ódio. Nada, porém, que se compare a seu adversário na grande batalha de novembro. Esta semana, Donald Trump deu mais um show de absurdos, de insultos, de racismo, confirmando o tamanho do perigo. Qual é a chance republicana no pleito com este sujeito?

O tom nas manchetes americanas esta semana é semelhante. A vitória de Hillary nas primárias da última terça-feira (7), especialmente na Califórnia, foi um momento histórico. Afinal, ela é a primeira mulher candidata por um dos dois grandes partidos americanos. No entanto, a ex-primeira dama carece da exuberância eleitoral do maridão Bill Clinton ou do presidente Obama, que adiou sua consagração ao vencer, em 2008, as primárias democratas.

Existem dúvidas sobre o desempenho na campanha de Hillary, mas todos podem ficar assegurados sobre sua perseverança. Os democratas vão cicatrizar as feridas de sua guerra civil nas primárias e o resmungão Bernie Sanders vai cerrar fileiras com Hillary.

Já entre os republicanos, o clima é de alarme com o comportamento de Trump, em particular devido ao seu mais recente ataque racista contra um juiz federal de origem mexicana. Alguns políticos republicanos em busca de reeleição já abandonam o barco (ok, o iate) do bilionário.

Trump, já na terça-feira à noite, apesar da promessa de uma campanha sem filtro, foi forçado a ensaiar o mínimo de autocontrole. Nada disso serve de consolo. Existe o alarme entre os republicanos de que Trump, o narcisista, seja autodestrutivo. 

Pela lógica, os seus correligionários podem sofrer uma derrota devastadora nas eleições do fim do ano, mas neste ciclo eleitoral imprevisível e bizarro, melhor ter um pouco de autocontrole analítico.