Lava Jato fecha cerco sobre Lula e Dilma

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2016 09h24
Geraldo Bubniak/EFEDeltan Dallagnol durante entrevista coletiva em setembro de 2016

Não foi por acaso que o procurador Deltan Dallagnol traçou o organograma da “propinocracia” mostrando Luiz Inácio Lula da Silva no centro do petrolão, ao denunciar o ex-presidente há duas semanas. Nas fases seguintes da Lava Jato deveriam aparecer informações para fazer o cículo se fechar sobre Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff.

As explicações são dos investigadores da Operação Lava Jato à colunista Jovem Pan Vera Magalhães.

Primeiro, foi alvo de prisão temporária, logo revogada, o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Guido Mantega. Agora, a nova fase da Operação, a Omertà, mira o ex-ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci.

Também estão nos radares da Lava Jato o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e a ex-ministra da Casa Civil de Dilma, Erenice Guerra.

Erenice Guerra e Luciano Coutinho (Foto: montagem Agência Brasil)

Eles seriam suspeitos de terem atuado de modo semelhante ao que Palocci e Mantega são acusados: negociar dinheiro para o PT usando, para isso, posições no governo. A ideia da Lava Jato é mostrar que, além da Petrobras, a administração federal direta também era usada para fazer caixa para a sigla.

Esperam-se também denúncias contra os ex-presidentes Lula e Dilma nas próximas fases da Lava Jato.

Odebrecht

O pagamento que se investiga da empreiteira Odebrecht para o ex-ministro Palocci seria em troca da aprovação de uma medida provisória que dava incentivos fiscais e melhorava a linha de financiamentos do BNDES na África

São os chamados “campeões nacionais”. A Lava Jato aponta que o financiamento do BNDES a essas mega-empresas eram politicamente direcionados e funcionavam como uma moeda de troca com favorecimento financeiro para os partidos no poder e seus componentes.

Frase de Moraes

O ministro da Justiça Alexandre de Moraes disse neste domingo (25), sobre a Operação Lava Jato: “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”.

Os membros da Lava Jato certamente não gostaram disso, porque eles fazem as operações contando com o elemento-surpresa, para evitar eventuais obstruções. Moraes deve ser chamado a se explicar em mais um caso de incontinência ministerial.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.