Líder do MTST ameaça com Copa sangrenta

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2014 10h22
SÃO PAULO, SP - 22.05.2014: SEM-TETO-SP -O líder do MTST, Guilherme Boulos, durante protesto - Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) fazem novo protesto intitulado: ‘Copa Sem Povo, To na Rua de Novo’. A manifestação com concentração no largo da Batata, zona oeste da capital paulista, faz marcha pelas ruas da capital. Entre as pautas desejadas pelo MTST estão o controle público do reajuste de alugueis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto dos reajustes; uma política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma comissão de acompanhamento; mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida. (Foto Marlene Bergamo/Folhapress)Guilherme Boulos

Reinaldo, quer dizer que Guilherme Boulos, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, agora ameaça com uma Copa sangrenta?

É isso mesmo. Olá, internautas e amigos da Pan.

Guilherme Boulos, aquele coxinha extremista, oriundo de família rica, mas que decidiu fazer a revolução em lugar dos pobres e se transformou no queridinho dos engajados, reuniu nesta quinta 15 mil pessoas, segundo a PM, num protesto na zona oeste de São Paulo em favor de moradia e contra a Copa.

Ele e seus liderados bloquearam avenidas, causaram congestionamento dos diabos, infernizaram a vida das pessoas. Boulos já deixou claro que se o poder público não ceder às suas chantagens vai correr sangue.

A sua turma invadiu um terreno privado nas imediações do Itaquerão, em São Paulo, nomeou a área de Copa do Povo, e de lá ninguém sai, assegura o rapaz. Hoje haverá uma audiência pública para tratar do assunto.

Ele ameaça: “Se a opção da construtora e dos governos for tratar a questão como caso de polícia e buscar garantir posses sem nada para as famílias, vai haver resistência. Se querem produzir uma Copa com sangue, essa é a oportunidade que eles têm”.

Porque esse rapaz fala assim, com esse desassombro? Porque o prefeito Fernando Haddad já subiu num caminhão de som do seu movimento para discursar. Porque a presidente Dilma, hoje a chefe da baderna nacional, já o recebeu depois de ele liderar invasões. Agora ele se tornou personagem frequente do noticiário e chega a conceder entrevistas, na linha papo-social-cabeça, para o encantamento da ignorância deslumbrada. E depois alguns idiotas se espantam que motoristas de ônibus, descontentes com o reajuste de salário, promovam caos na cidade.

Ora, porque não? Se o Guilherme da família Boulos pode, porque o Severino da família Silva não pode? Todos estão cometendo crimes, a questão é saber porque algumas práticas criminosas causam indignação e outras encantamento.

O país gastou uma soma razoável com a Copa, e poderia tê-lo feito sem roubalheira. Mas é uma conta energúmena achar que esse dinheiro contribuiria para melhorar de forma significativa a pobreza. Não é verdade que o Brasil gaste pouco com a área social. Ao contrário, caso gastasse um pouco menos e houvesse um pouco mais de investimentos, acreditem, haveria menos pobres e a necessidade de gastar ainda menos na área social, o que liberaria mais para investimentos e resultaria ainda em menos pobres.

Entenderam a lógica? Investir pouco e torrar muito em custeio é o caminho da reprodução da pobreza, não da riqueza. Mas vá tentar explicar isso a um esquerdista estúpido. Se estúpido não fosse, esquerdista não seria.

Reportagem da Folha desta segunda lembra que os gastos do Governo Federal, dos Estados e das prefeituras com a Copa somam 25,8 bilhões. O valor equivale, por exemplo, 9% apenas das despesas públicas anuais em educação, de 280 bilhões de reais. Em outras palavras, é o suficiente para custear aproximadamente 1 mês de gastos públicos com a área.

Há evidentemente uma grande diferença entre gastar bastante na área social e gastar de forma adequada. Mas esse tipo de debate não viceja na demagogia, o país é hoje refém de grupelhos extremistas que os petistas na sua, digamos, ânsia inclusiva, transformaram em interlocutores privilegiados. E com essa gente é assim: ou tudo, ou sangue.